Medida de urgência autoriza uso das Forças Armadas para liberar rodovias após 38 dias de protestos contra o presidente Rodrigo Paz; desabastecimento atinge hospitais e gera alerta internacional
A crise política e social na Bolívia atingiu o seu ápice. Em uma sessão extraordinária dramática que durou quase 14 horas e terminou na madrugada deste domingo (7), a Câmara dos Deputados do país aprovou a nova Lei de Regulação dos Estados de Exceção. A legislação de emergência, que já havia passado pelo Senado, amplia os poderes do governo e autoriza o uso imediato das Forças Armadas para conter a onda de protestos e bloqueios que paralisou o país.
A votação ocorreu sob extrema tensão e forte debate, especialmente em torno do artigo 26, que trata da “presunção de legalidade” em ações repressivas de segurança.
A medida drástica tenta conter uma paralisia nacional que já dura 38 dias. Grupos opositores mantêm bloqueios severos nas principais rodovias bolivianas e exigem a renúncia imediata do presidente Rodrigo Paz.
Os reflexos dessa paralisia na fronteira e no interior do país são alarmantes:
De acordo com os jornais e agências oficiais bolivianas, a nova lei estabelece regras rígidas para conter os distúrbios civis:
Organizações internacionais, como a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), e governos de países vizinhos — incluindo o Brasil — acompanham a situação com preocupação, alertando para a necessidade de preservar as garantias e os direitos fundamentais da população mesmo em um cenário de exceção.
===
Com informações da Agência Brasil e da imprensa boliviana (El Diario)
Imagem: Rádio Chapecó/IA
Edital da Fapesc busca impulsionar projetos em inteligência artificial, biotecnologia, energia, sensores e outras áreas…
Projetos de extensão, inovação, saúde, empreendedorismo e inclusão fortalecem o papel social da Unochapecó na…
Norma amplia exigências sobre riscos psicossociais no ambiente de trabalho e reforça a prevenção de…