CHAPECÓ INVESTE EM SEDE ADMINISTRATIVA COM ENERGIA ZERO

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Projeto aprovado em programa federal garante mais de R$ 4,3 milhões para modernizar a sede administrativa de Chapecó, com geração própria de energia e economia anual estimada em R$ 123 mil

A sede administrativa de Chapecó deverá passar por uma transformação estrutural com foco na redução do consumo de energia e na produção própria de eletricidade, o que tende a diminuir custos operacionais do município e alterar o padrão de eficiência energética em prédios públicos locais. A medida prevê economia anual de cerca de R$ 123 mil na conta de energia, além da implantação de sistemas que permitem ao edifício produzir, ao longo de um ano, a mesma quantidade de energia que consome.

O avanço ocorre após a aprovação do projeto municipal na chamada pública do PROCEL, voltada à iniciativa “Energia Zero em Prédios Públicos”. A proposta da sede administrativa ficou em primeiro lugar na classificação regional Sul e em sétimo lugar no ranking nacional, entre projetos de todo o país.

Na prática, o projeto envolve a instalação de uma usina fotovoltaica em estrutura tipo carport no estacionamento do prédio, substituição de 60 aparelhos de ar-condicionado considerados obsoletos e implantação de um sistema de armazenamento de energia por baterias, com capacidade de 100 kW e 215 kWh. Também estão previstas intervenções na estrutura física, como instalação de brises na fachada norte e troca do telhado por telhas termoacústicas, com o objetivo de reduzir a carga térmica e melhorar a eficiência do sistema.

Com a aprovação, o município terá acesso a R$ 4.388.363,25 em recursos custeados pelo programa federal, com contrapartida local de R$ 59.813,41, totalizando um investimento de R$ 4.448.176,67. A execução do projeto envolve diferentes áreas da administração, incluindo setores de captação de recursos, desenvolvimento sustentável e gestão administrativa, além de parceria técnica com empresa especializada.

O resultado posiciona Chapecó entre os projetos mais bem avaliados do país na área de eficiência energética em prédios públicos, em um cenário de incentivo federal à redução de consumo e modernização de estruturas administrativas. No ranking nacional, a proposta local ficou atrás de iniciativas lideradas por universidades e órgãos públicos de outras regiões, mantendo, porém, liderança entre os municípios do Sul.

Do ponto de vista administrativo, a medida combina redução de despesas correntes com investimento em infraestrutura energética própria, estratégia que pode impactar o planejamento orçamentário futuro e servir de referência para novos projetos no setor público municipal.