Entidade levou ao Batalhão da PM a preocupação com aumento de tentativas de furtos e arrombamentos nas lojas da cidade
A segurança no comércio volta ao centro do debate em Chapecó. Nesta sexta-feira (20/02), representantes da CDL Chapecó estiveram na sede do 2º Batalhão da Polícia Militar para tratar do aumento de tentativas de furtos e arrombamentos nas lojas da cidade. Participaram da reunião o diretor executivo da entidade, Maurício Duarte, e a conselheira Vera De Marco Mascarello. Eles foram recebidos pelo comandante do Batalhão, tenente-coronel Rafael Antônio da Silva.
O encontro ocorreu após uma série de relatos de lojistas, especialmente da região central, que apontam recorrência de crimes contra o patrimônio. Segundo a CDL, câmeras de vigilância dos estabelecimentos registram semanalmente tentativas de furtos durante o horário de atendimento e investidas contra portas e vitrines no período noturno.
Maurício Duarte destaca que a preocupação vai além do prejuízo financeiro. “O comerciante já enfrenta desafios econômicos e concorrência acirrada. Quando soma a isso a insegurança, o impacto é direto na confiança e no ambiente de negócios. As imagens das câmeras mostram que os casos não são isolados. Eles se repetem semana após semana e são relatados pelos lojistas em um grupo de WhatsApp que conta com cerca de 400 comerciantes”, afirma.
O diretor reforça que a entidade busca parceria institucional para conter a escalada dos casos. “Viemos solicitar apoio e diálogo permanente com a Polícia Militar. Precisamos de ações mais ostensivas, principalmente no centro e nos horários de maior vulnerabilidade”, pontua.
A conselheira Vera De Marco Mascarello também ressalta o sentimento de apreensão entre os lojistas. “Muitos empresários investem em monitoramento, alarmes e reforço estrutural, mas ainda assim enfrentam tentativas de invasão. É uma preocupação coletiva. Queremos construir soluções conjuntas para protegê-los, porque a segurança é condição básica para que o comércio funcione com tranquilidade”, declarou.
AÇÕES
O tenente-coronel Rafael Antônio da Silva reconheceu a demanda apresentada pela entidade e explicou que o batalhão enfrenta limitações de efetivo, fato que deve mudar com o novo processo seletivo simplificado no Estado. “Chapecó terá 63 novos policiais para atender de forma mais rigorosa todas as frentes de segurança pública, especialmente o trabalho preventivo”, afirmou. De acordo com ele, as inscrições encerraram no dia 26 de janeiro e a seleção está em andamento com 1.465 vagas para todo o Estado.
“O treinamento dos 63 novos policiais será feito aqui em Chapecó, a partir de julho. Serão três meses de capacitação e teremos um terço a mais de profissionais para reforçar a segurança da cidade. O que queremos é que eles façam o trabalho preventivo nas ruas, atuando justamente nestas demandas que requerem estrutura humana”.
O comandante destacou a qualidade técnica do atual efetivo do município e enfatizou o trabalho de monitoramento com uso de tecnologia. “Temos câmeras em todo o perímetro urbano, ferramentas de identificação de placas e teremos equipamentos para reconhecimento facial, o que ajuda muito no nosso trabalho para cobrir a falta de policiais na rua”.
Rafael Antônio também sugeriu ações que podem ser adotadas pelos lojistas para reduzir as chances de furtos e arrombamentos: posicionar o caixa sempre nos fundos da loja, manter iluminação interna para facilitar o monitoramento externo, instalar câmeras de segurança e registrar sempre as ocorrências para o melhor acompanhamento da PM. Outra sugestão da CDL é a reativação da Rede de Vizinhos do Comércio. Segundo o comandante, o projeto está ativo na Efapi e passa por adequações para o centro. O tenente-coronel também solicitou à CDL a inclusão do comando no grupo de WhatsApp formado pelos lojistas.
“Quero acompanhar de perto essa questão e conto com o apoio dos lojistas no compartilhamento de informações e imagens para direcionar as ações. Nosso compromisso é fortalecer a segurança e reduzir os índices”, assegurou.
A CDL Chapecó frisa que manterá o diálogo com a Polícia Militar e acompanhará as medidas adotadas. A entidade defende que a proteção ao comércio é estratégica para a economia da cidade e para a sensação de segurança da população.