Temperaturas acima de 35 °c podem levar à falência térmica do organismo
A forte onda de calor que atingiu o Sudeste, Centro-Oeste e Sul do país durante o período do Natal segue até o início da próxima semana, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O órgão emitiu alerta vermelho para diversas regiões, indicando temperaturas até 5 °C acima da média por mais de cinco dias consecutivos, com risco elevado à vida. O cenário preocupa especialistas, que alertam para os efeitos diretos do calor extremo sobre o funcionamento do corpo humano.
De acordo com o médico Luiz Fernando Penna, coordenador do Pronto Atendimento do Hospital Sírio-Libanês, o organismo possui mecanismos naturais para lidar com o calor, como o aumento da transpiração e da frequência cardíaca. No entanto, esses recursos têm limites. Quando falham, pode ocorrer a chamada falência térmica, uma emergência médica marcada por confusão mental, fala arrastada, pele quente e seca e temperatura corporal acima de 40 °C. Nesses casos, a recomendação é buscar atendimento médico imediato.
O especialista destaca que os riscos do calor costumam ser subestimados. Além do mal-estar, as altas temperaturas podem provocar quedas de pressão, desidratação grave e agravar doenças crônicas como hipertensão, diabetes, insuficiência cardíaca, problemas renais e respiratórios. Pessoas que utilizam medicamentos como diuréticos, antidepressivos e anti-hipertensivos também precisam de atenção redobrada, já que esses remédios podem interferir na regulação térmica do corpo.
O calor intenso afeta ainda o sono, o humor e a capacidade de concentração, o que reduz a produtividade e aumenta a irritabilidade. Para minimizar os impactos, especialistas recomendam evitar a exposição ao sol entre 10h e 16h, usar roupas leves e claras, priorizar locais ventilados e suspender atividades físicas nos horários mais quentes. Trabalhadores que não conseguem evitar o calor, como os da construção civil e da coleta de lixo, devem fazer pausas frequentes e se hidratar ao longo do dia.
Pesquisas reforçam a gravidade do problema. Um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado em fevereiro de 2025, identificou relação direta entre altas temperaturas e aumento da mortalidade no Rio de Janeiro, especialmente entre idosos e pessoas com doenças preexistentes. A análise considerou mais de 800 mil óbitos registrados entre 2012 e 2024 e apontou impactos não apenas em doenças cardiovasculares e respiratórias, mas também em condições metabólicas, renais e neurológicas.
Diante desse cenário, médicos alertam que não existe adaptação completa a ondas de calor extremas e frequentes. Reconhecer os sinais precoces de exaustão térmica e adotar medidas preventivas são atitudes essenciais para evitar complicações graves e preservar a saúde em períodos de temperaturas elevadas.
Principais sintomas de alerta
Cuidados essenciais para se proteger do calor
Foto: Agência Brasil
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