BANCO CENTRAL DIVULGA ESTATÍSTICAS MONETÁRIAS E DE CRÉDITO

Dados de novembro revelam que o crédito ampliado ao setor não financeiro atingiu R$ 20,3 trilhões, enquanto o endividamento das famílias segue em ascensão

O Banco Central divulgou os novos números da economia nacional, revelando que o saldo do crédito ampliado ao setor não financeiro cresceu 1,4% em novembro, alcançando a marca de R$ 20,3 trilhões. O montante equivale a 160,9% do PIB, impulsionado pelo avanço dos títulos públicos de dívida e dos empréstimos do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

Crédito às Empresas e Famílias

O estoque total de crédito do SFN atingiu R$ 7,0 trilhões, mas o ritmo de crescimento anual apresentou uma leve desaceleração, passando de 10,2% em outubro para 9,5% em novembro.

  • Empresas: O crédito ampliado situou-se em R$ 6,8 trilhões. No segmento livre, houve destaque para a antecipação de faturas de cartão (+7,2%), indicando uma busca das empresas por liquidez imediata.
  • Famílias: O saldo chegou a R$ 4,7 trilhões. A expansão mensal de 1,2% foi puxada pelo crédito pessoal, aquisição de veículos e uso do cartão de crédito à vista.

Juros em alta e Spread Bancário

O custo do crédito segue em trajetória de elevação. A taxa média de juros das novas operações atingiu 31,9% ao ano, um aumento de 3,5 pontos percentuais em doze meses.

O destaque negativo ficou para o crédito livre às famílias, onde a taxa média alcançou 59,4% a.a., influenciada principalmente pelas altas no crédito não consignado e no rotativo do cartão. O spread bancário — a diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa final ao cliente — subiu para 20,9 p.p.

Endividamento e Inadimplência

Apesar do cenário de juros altos, a inadimplência acima de 90 dias mostrou resiliência, permanecendo estável em 3,8% no mês. No entanto, o nível de comprometimento financeiro dos brasileiros preocupa:

  • Endividamento das famílias: 49,3% (em outubro).
  • Comprometimento de renda: 29,4%, o que representa um aumento de 2,2 p.p. em relação ao ano anterior.

Agregados Monetários e Transparência

A base monetária fechou o mês em R$ 431 bilhões, com uma leve redução de 0,3%. Já o M4, o indicador mais amplo de liquidez da economia, totalizou R$ 14,6 trilhões.

Buscando ampliar a transparência, o Banco Central também anunciou a inclusão de 62 novas séries de agregados monetários em seu Portal de Dados Abertos. A medida permite que economistas e o público em geral acompanhem com mais detalhes os fatores que condicionam a base monetária e a oferta de moeda no país.

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Com informações: Banco Central do Brasil

jornalismo

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