UNOCHAPECÓ PROJETA MAIS DE 9 MIL ESTUDANTES EM 2026 E APRESENTA CRESCIMENTO INSTITUCIONAL

Universidade comunitária detalhou dados de ensino, inovação e infraestrutura, com destaque para o novo Centro Administrativo em pleno funcionamento no Bloco C2 e reconhecimentos nacionais na gestão universitária A Unochapecó apresentou, nesta quinta-feira (18), durante coletiva de imprensa realizada no campus, um panorama institucional que evidencia a solidez da universidade comunitária e seu papel estratégico no desenvolvimento regional. O material divulgado reúne dados atualizados sobre ensino, inovação, infraestrutura, sustentabilidade e impacto social, reforçando o posicionamento da instituição como referência em educação superior no Oeste de Santa Catarina. Com 55 anos de história, mais de 45 mil egressos e 7.841 estudantes matriculados em 2025, a Unochapecó mantém uma atuação integrada que conecta formação acadêmica, pesquisa aplicada e extensão universitária. A projeção para 2026 ultrapassa 9 mil estudantes, indicando crescimento sustentável e fortalecimento da presença institucional na região. Para o reitor Claudio Jacoski, os números apresentados durante a coletiva refletem um projeto construído de forma coletiva e com visão de futuro. “ Somos uma universidade comunitária que cresce junto com a região. Planejamos com responsabilidade para garantir qualidade acadêmica, inovação e impacto social”, afirmou Jacoski. Durante a apresentação, também foram destacados os reconhecimentos nacionais e estaduais conquistados pela instituição, como o 1º lugar no Prêmio Nacional de Inovação na Gestão Universitária 2025 (ABEx), a presença entre as 10 universidades mais empreendedoras do Brasil e o protagonismo do Pollen Parque Científico e Tecnológico, classificado entre os três melhores do país. Segundo o vice-reitor José Alexandre de Toni, os resultados são fruto de decisões estratégicas e investimentos contínuos. “ Estamos ampliando nossa capacidade institucional com planejamento, eficiência e foco nas pessoas, preparando a Uno para os desafios dos próximos anos ”, destacou José Alexandre. Um dos pontos centrais da coletiva foi o novo Centro Administrativo, que entra em pleno funcionamento já no início de 2026, ocupando os pavimentos 2, 3 e 4 do Bloco C2. O espaço irá concentrar setores administrativos da universidade, além da Fundeste e do Instituto Goio-En, qualificando a gestão, otimizando processos e fortalecendo a governança institucional. No eixo acadêmico, a integração entre ensino, pesquisa e extensão foi reforçada como diferencial da Unochapecó. A pró-reitora de Ensino, Pesquisa e Extensão destacou o papel da Aprendizagem Baseada em Experiências (ABEx), presente em todos os cursos, e das ações extensionistas que conectam a universidade à comunidade. “ Nosso modelo educacional coloca o estudante no centro do processo, conectando teoria e prática com desafios reais e demandas da sociedade ”, afirmou. Além da formação acadêmica, a universidade mantém forte atuação social por meio de clínicas de saúde com atendimento à comunidade, programas de residência médica em parceria com o Hospital Regional do Oeste e projetos de extensão que promovem impacto direto na região. Os investimentos em sustentabilidade, como economia de energia, gestão de resíduos e preservação ambiental, também foram destacados como parte da estratégia institucional. Com planejamento financeiro sólido e previsão orçamentária de R$ 181 milhões para 2026, a Unochapecó reafirma seu compromisso com o desenvolvimento regional, a inovação e a educação de qualidade, consolidando-se como uma universidade que transforma vidas por meio do conhecimento. SAIBA MAIS | UNOCHAPECÓ EM NÚMEROS === Com informações: Edu Vial Fotos: Teylor de Lima/Unochapecó

SINDICONT CHAPECÓ E UNIVERSIDADES INICIAM PREPARATIVOS PARA O ERCCONT 2026

Evento chega a 7ª edição O Sindicato dos Contabilistas de Chapecó (Sindicont) promoveu, nessa quarta-feira (17), reunião para início do planejamento da 7ª edição do Encontro Regional de Ciências Contábeis (Erccont), que está previsto para o dia 15 de abril de 2026. O Erccont é promovido a cada dois anos pelo Sindicont, em parceria com instituições de ensino superior da região – Uceff Faculdades, Unoesc Chapecó, Unochapecó e Unopar. Considerado o maior evento de contabilidade para estudantes da região oeste, o Erccont tem como finalidade aperfeiçoar e unir os acadêmicos, fortalecendo a classe contábil. O encontro já se consolidou e é reconhecido tanto entre acadêmicos quanto entre os profissionais devido à importância desse setor para a sociedade. A Comissão Organizadora irá avaliar os palestrantes e os temas que serão abordados. De acordo com o diretor de eventos do Sindicont, Valdecir Gubiani, o objetivo é trazer temas atualizados da área contábil para os estudantes e profissionais, além de reunir os acadêmicos para a troca de experiências e integrar as universidades locais e regionais. O Erccont apresentará os desafios contábeis e a importância da contabilidade para as empresas. “O evento tem a missão de contribuir com a formação dos estudantes e aprimorar os conhecimentos dos profissionais do setor contábil. Para 2026, antecipamos o evento para o primeiro semestre e esperamos a participação dos estudantes, dos professores e dos contadores para fazer mais um grande evento”, conclui Valdecir. === Foto: MB Comunicação

PREFEITURA DE CHAPECÓ ORIENTA SOBE MIGRAÇÃO DE PAGAMENTO DO TRANSPORTE COLETIVO PARA MEIOS DIGITAIS

Instrução Normativa foi assinada nesta quinta-feira A Prefeitura de Chapecó, por meio da Secretaria de Segurança Pública, orienta os usuários do Transporte Coletivo Urbano para utilizam dinheiro nos pagamentos para que comecem a migrar para sistemas digitais de pagamento, como aplicativo ou cartão da concessionária. Nesta quinta-feira (18) o secretário de Segurança Pública, Clóvis Ari Leuze, assinou a Instrução Normativa 01/2025, que estabelece os métodos de pagamento da tarifa do Sistema de Transporte Coletivo Urbano Integrado do Município de Chapecó. A concessionária do Transporte Coletivo, a Auto Viação Chapecó, solicitou que seja tirado o dinheiro de circulação dos ônibus, pois o número de usuários desse sistema está diminuindo, dificultando o troco, gerando atrasos e menor segurança. A Prefeitura de Chapecó informa que o pagamento pode ser feito por cartão Passe Cidadão, Vale Transporte, Cartão Estudante, Dinheiro e Aplicativo de internet. Mas já alerta aos usuários para que comecem a se adaptar a novos sistemas, pois o pagamento de passagens será gradativamente transferida de dentro dos veículos para pontos de comercialização da concessionária, distribuídos pela cidade. Segundo a Instrução Normativa, os créditos utilizados como passagem poderão ser adquiridos da seguinte forma: I – Venda no posto de atendimento: o cliente pode efetuar o carregamento dos créditos por meio de PIX, dinheiro ou cartão de débito; II – Venda ON LINE: o cliente pode efetuar a compra de créditos para todas as modalidades de cartão (VT, Cidadão e Estudante), através do site https://www.autoviacao.com, efetuando o pagamento por boleto. III – Venda por Aplicativo : a venda é feita através de PIX, pode comprar uma passagem ou mais, vai gerar um QRCODE e poderá usar diretamente no ônibus. Ainda essa venda pode ser usada para comprar crédito para as modalidades de cartão cidadão e estudante. A recarga dos cartões poderá ser feita nos postos de atendimento, ou através da recarga embarcada, ou seja, recarga automática nos validadores dos ônibus. A normativa também estabelece que, quando ocorrer a interrupção do pagamento por dinheiro, seja feita uma campanha de ampla divulgação com um prazo mínimo de 45 dias de antecedência. === Foto: PMC/Divulgação

CENTRO EMPRESARIAL DESTACA DEFINIÇÕES PARA MELHORIA NO AEROPORTO DE CHAPECÓ

Entre 15 projetos no Brasil, nesta etapa Chapecó é a única cidade de Santa Catarina com o benefício A presença de uma comitiva representativa do município em Brasília marca uma nova possibilidade para que sejam efetivadas melhorias no aeroporto municipal de Chapecó. Essa é a percepção do Centro Empresarial de Chapecó (CEC), que esteve representado em reunião realizada no Ministério de Portos e Aeroportos, juntamente com autoridades do município e parlamentares. No encontro, realizado nesta terça-feira, 16 de dezembro, foi oficializado investimento de R$ 1,8 bilhão em uma estratégia nacional voltada à ampliação, modernização e qualificação da infraestrutura aeroportuária no período 2026/2027. A iniciativa tem como foco fortalecer a aviação regional, aumentar a conectividade aérea e atender à crescente demanda do setor, através de 34 novos empreendimentos em 31 aeroportos de 16 Estados. O ministro Silvio Costa Filho enfatizou que “a aviação regional é um vetor estratégico para reduzir desigualdades e integrar o Brasil”. Representando o Centro Empresarial esteve presente o diretor do Sicom, André João Telöcken, e pelo município os secretários de Governo, Adair Luiz Niederle, e de Relações Institucionais e Captação de Recursos, Cleiton Fossá, bem como os deputados federais Daniela Reinehr e Valdir Cobalchini. Conforme André, Chapecó está dentro da estratégia da União no sentido de fortalecer a aviação regional pelo programa de requalificação/expansão de aeroportos regionais, com parceria do LabTrans/UFSC para desenvolver projetos. Uma das ações já previstas em documentos do Ministério de Portos e Aeroportos compreende a elaboração dos estudos e disciplinas que perfazem o Projeto Básico de Engenharia. Outra envolve o desenvolvimento simplificado do cenário selecionado na etapa anterior, com base nos resultados de levantamentos de campo, incluindo a topografia e a geotecnia, e também será elaborada a estimativa de investimentos. Para o presidente do Centro Empresarial, Carlos Roberto Klaus, uma das principais necessidades que precisa ser contemplada no aeroporto de Chapecó envolve – além da deficiência de acesso e condições de atendimento aos passageiros no terminal –, a instalação de aparelho para facilitar a operação de aeronaves em condições adversas. Nesse caso, o empresário cita a lacuna do ILS, sistema que facilita pousos em condições de baixa visibilidade. ÚNICO EM SANTA CATARINA Entre 15 projetos no Brasil, nesta etapa Chapecó é a única cidade de Santa Catarina com o benefício, “o que é resultado de articulação técnica e institucional junto ao governo federal”, especifica o empresário. Acrescenta, ainda, que como sinalização política e técnica, o aeroporto de Chapecó foi citado como estratégico e como espaços que vem sendo batalhado, pelo poder público e as entidades empresariais, para entrar na carteira de projetos/investimentos, de forma a resolver problemas crônicos que afetam o transporte aéreo. Foto: Extra Comunica

PREFEITURA ADQUIRE FROTA DE VEÍCULOS NOVOS PARA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO

O valor do investimento é de aproximadamente R$ 1.850.000 Nesta quinta-feira (18), a Secretaria de Educação recebeu uma frota de veículos adquiridos para atender à demanda de transporte dos estudantes da Rede Municipal de Ensino. Foram adquiridos três novos ônibus, em virtude da expansão da estrutura educacional e da criação de novos Centros Tecnológicos de Inovação, Educação e Esporte, que ampliaram a necessidade de deslocamento dos alunos no contraturno escolar. O valor do investimento foi de aproximadamente R$ 1.850.000. Além dos ônibus, também foi adquirido um furgão destinado ao transporte de equipamentos e mobiliários, no valor de R$ 240 mil, por meio do programa CINCATARINA, um consórcio público que promove a inovação e a modernização da gestão pública. Fotos: PMC/Divulgação

CONSTRUÇÃO CIVIL TEM BOOM DE EMPREENDEDORISMO E CRESCE 83% EM SANTA CATARINA

Foto: Roberto Zacarias/SecomGOVSC

Setor da construção civil passou de 69 mil para 126,1 mil empresas ativas entre 2020 e 2025. Alta no empreendedorismo impulsionou geração de empregos – Foto: Roberto Zacarias/SecomGOVSC O volume de empresas no setor de construção civil registra um crescimento de 83,8% nos últimos cinco anos em Santa Catarina, com predominância de abertura de micro e pequenos negócios. O percentual reflete o aquecimento do setor imobiliário, principalmente nas regiões da Grande Florianópolis, Norte e Foz do Rio Itajaí. O boom de novos CNPJs também elevou a geração de empregos ligados à construção civil. A alta de 83,8% representa o salto de 69 mil empresas ativas na construção civil catarinense em 2020 para 126,1 mil empresas ativas em 2025. Ou seja, saldo de 57 mil novos CNPJs. A elevação acelerada supera setores tradicionais como a indústria e o comércio, que cresceram 54,6% e 37,4%, respectivamente, no mesmo período. Com o aumento, a construção civil passou a representar 9,9% do total de empresas em Santa Catarina, segundo estudo do Sebrae SC. Para o governador Jorginho Mello, os números mostram a força do empreendedorismo catarinense e o crescimento econômico ligado ao trabalho. “O setor imobiliário está muito aquecido porque Santa Catarina é um estado que dá certo. As pessoas que vêm pra cá não querem mais ir embora. Temos a melhor segurança pública do país, diversos atrativos turísticos e oferta de oportunidade de negócios. Aqui, o pessoal arregaça as mangas e vai ao trabalho. Isso faz a diferença e impulsiona a economia que cresce acima da média nacional”, destaca. Forte presença no cenário nacional O boom de novos negócios ligados à construção civil colocou Santa Catarina em destaque no Brasil. Conforme estudo do Sebrae SC, o estado é o sexto em número de empresas no setor, representando cerca de 7,2% do total nacional de 1,75 milhão de CNPJs. A liderança é de São Paulo (460,4 mil), seguido por Minas Gerais (291,3 mil) e Paraná (161,9 mil). “Santa Catarina está atraindo muitos investimentos, inclusive no setor da construção civil, por causa do ambiente de negócios favorável. Aqui o Governo do Estado apoia o empreendedor, incentiva o trabalho como forma de inclusão social, além de garantir mais liberdade econômica. O empreendedor é um parceiro e cresce com apoio do Governo do Estado”, destaca o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck. Conforme o estudo, as empresas atuam principalmente nas áreas de obras de alvenaria (35%), instalação e manutenção elétrica (16%), pintura (13%), construção de edifícios (8%), incorporação imobiliária (6%), bem como na área de ar-condicionado e refrigeração (4%). Entre as regiões, destaca-se a participação da Foz do Rio Itajaí (25,2%), Grande Florianópolis (20,8%), Norte (14,5%), Oeste (12,5%) e Sul (11,5%). Volume de trabalhadores na construção civil saltou 47% O aumento do empreendedorismo na construção civil reflete também na abertura de novas vagas de emprego. Nos últimos cinco anos, o volume de trabalhadores formais empregados no setor saltou 47% em Santa Catarina, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O percentual representa a passagem de 101,6 mil empregados formais em 2020 para 149,4 mil em 2025. Somente neste ano são 12,5 mil novas vagas abertas entre janeiro e outubro. Segundo o Sebrae SC, a maior parte dos trabalhadores da construção civil são homens com ensino médio completo. As principais funções são servente de obras (15,9 mil), pedreiro (15,4 mil), carpinteiro (5,1 mil), mestre de obras (4,6 mil), bem como pintor (4,1 mil). === Com informações: Assessoria de Comunicação Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços/SC

CACS RELATAM DIFICULDADES COM PF APÓS MUDANÇA NO CONTROLE DE ARMAS

Debatedores apontaram que “inconsistências” operacionais têm inviabilizado ou retardado procedimentos essenciais, como autorizações de compra, emissão de Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAFs) ou expedição de Guias de Tráfego Representantes de clubes de tiro, colecionadores, atiradores desportivos e caçadores (CACs) relataram nesta terça-feira (16) dificuldades na tramitação de registros e documentação na Polícia Federal após a transferência da fiscalização e do controle de armas, antes sob responsabilidade do Exército. O tema foi discutido em audiência pública da Comissão de Segurança Pública (CSP), atendendo a requerimentos dos senadores Jorge Seif (PL-SC) e Carlos Portinho (PL-RJ), e reuniu autoridades e entidades do setor para avaliar os impactos da mudança. A transferência foi efetivada em julho de 2025 por decreto presidencial (Decreto 12.345, de 2024).  De acordo com os participantes do debate, a transferência de competência tem gerado um ambiente de instabilidade institucional e desencadeando um conjunto de disfunções operacionais, jurídicas e administrativas que têm comprometido a governança do sistema regulatório de armas. Segundo eles, a burocracia do sistema e a falta de um entendimento único sobre a norma geram impactos a milhares de cidadãos que estão regularizados, bem como entidades desportivas, instrutores, lojistas e toda a cadeia produtiva do setor. O representante da Polícia Federal na audiência admitiu dificuldades operacionais, mas garantiu que a PF recebeu investimentos neste ano para aumentar a capacidade de atuação. O senador Jorge Seif destacou que a audiência não foi aprovada por conveniência política, mas por necessidade institucional.  — Desde as transferências de atribuições, o que temos observado é um ambiente de instabilidade administrativa, marcado por falhas sistêmicas, insegurança jurídica, incapacidade operacional para absorver a nova demanda por parte da Polícia Federal (…) É preciso dizer com clareza que o controle estatal não significa colapso administrativo. A Polícia Federal recebeu essa atribuição sem que, até o momento, esteja claro se houve estrutura adequada, pessoal suficiente, sistemas funcionais e planejamento de transição compatível com a complexidade da tarefa que sabemos que é grande. Debatedores apontaram que “inconsistências” operacionais têm inviabilizado ou retardado procedimentos essenciais, como autorizações de compra, emissão de Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAFs) ou expedição de Guias de Tráfego. De acordo com eles, a situação tem acarretado prejuízos concretos a atividades profissionais, competições esportivas e rotinas operacionais de diversos segmentos economicamente relevantes para o país. O presidente da Confederação Brasileira de Tiro Tático (CBTT), Giovanni Roncalli, reforçou que a insegurança jurídica tem prejudicado a atuação da categoria desportiva, promovendo um grande desincentivo à atividade e à geração de emprego no setor. Ele criticou a instabilidade do sistema e a burocracia na gestão dos registros.  — Nosso direito de petição, sagrado pela Constituição, foi rasgado, violentado, nós ficamos impedidos de protocolar qualquer processo perante o Exército brasileiro para poder trabalhar, e os que estavam protocolados não puderam sequer ser analisados. Nós ficamos um ano e meio sem poder trabalhar, com a vida travada. Isso gerou uma falência do nosso setor. Hoje todo mundo está sobrevivendo com a corda no pescoço. Transparência e legalidade  O coordenador-geral de Controle de Armas de Fogo da Polícia Federal, Wellington Clay Porcino Silva, afirmou que a transferência do registro de armas para a PF buscou garantir atendimento mais qualificado a cerca de 1 milhão de CACs no país.  Ele reconheceu dificuldades operacionais, mas destacou que o setor recebeu, em 2025, cerca de R$ 200 milhões em investimentos, usados para adquirir 600 novos computadores, contratar 579 funcionários terceirizados e mobilizar 450 policiais federais, somando aproximadamente mil profissionais dedicados exclusivamente ao controle de armas.  Porcino informou que a PF passou por reestruturação administrativa, com a criação de Delegacias de Controle de Armas de Fogo e de uma coordenação-geral específica, e disse manter diálogo aberto com o setor. Ele admitiu problemas no Sistema Nacional de Armas (Sinarm-CAC), herdados desde o período em que estava sob responsabilidade do Exército, relatando a identificação de 20 falhas graves e dificuldades decorrentes da duplicação de dados em dois bancos distintos.  Segundo o coordenador, a PF trabalha para corrigir as inconsistências, atualizar bancos de dados e migrar serviços para o novo Portal PF, que deverá automatizar, a análise de documentos e antecedentes, reduzir em até 80% a intervenção humana e permitir, por exemplo, a renovação simultânea de várias armas em um único processo. Até o momento, afirmou, 78,6%dos pedidos foram deferidos e apenas 0,7% indeferidos. — A gente está trabalhando para até o meio do ano do ano que vem já ter alguns serviços migrados para esse novo serviço: o Portal PF, em que a gente vai procurar automatizar a qualidade de atestados, automatizar a análise de documentos, automatizar a análise de antecedentes e unificar todos os requerimentos num único sistema.  Parceria O general André Monteiro Gusmão, diretor de Fiscalização de Produtos Controlados do Exército, informou que a corporação coordenou a gestão do sistema de armas por mais de 20 anos e que cumpriu todas as etapas de capacitação e transferência tecnológica previstas no decreto que atribuiu a atividade à Polícia Federal a partir de julho de 2025.  Segundo ele, Exército e PF seguem em contato permanente para solucionar problemas e garantir a continuidade do atendimento aos usuários. O general ressaltou que a diretoria fiscaliza 382 produtos controlados, com base em cerca de 50 normas, em atuação que envolve dois mil militares.  — Nós, diretoria do Exército, não podemos atrapalhar. Nós precisamos estar presentes, finalizando, com sistemas otimizados, eficientes, mas não atrapalhando. Logicamente aqueles que não estão corretos precisam ser sancionados, dentro da nossa missão de polícia administrativa, se for o caso, informando as autoridades policiais para que as ações de polícia judiciária sejam executadas.  A presidente da Federação de Clubes de Tiro e Comércio de Armas de Santa Catarina, Fabi Venera, relatou que clubes de tiro e lojas de armas “ainda estão sofrendo” porque alguns processos têm um prazo muito longo para conseguir autorização. Segundo ela, desde que houve a transferência de gestão para a Polícia Federal, não conseguiram nenhuma transferência efetivada.  Ela citou, como um dos grandes problemas compartilhados por CACs, a

REDUZIR JORNADA DE TRABALHO POR LEI É UM SALTO NO ESCURO

Confira artigo do presidente da FIESC, Gilberto Seleme, sobre a redução da jornada de trabalho “Reduzir jornada só é sustentável sob duas pré-condições: o aumento real da produtividade e a livre negociação entre as partes“, afirma Seleme. A indústria catarinense reconhece a importância fundamental de buscar melhores condições de trabalho e qualidade de vida para o trabalhador. No entanto, o debate sobre o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de 44 para 36 horas sem redução salarial ignora as leis básicas da economia. Reduzir jornada só é sustentável sob duas pré-condições: o aumento real da produtividade e a livre negociação entre as partes, respeitando a realidade de cada setor e empresa. Impor essa mudança por lei é um golpe contra a competitividade. Vivemos um cenário internacional de concorrência acirrada e protecionismo crescente, com tensões entre EUA, China e Europa. O “tarifaço” americano é um alerta: ou somos competitivos, ou seremos engolidos. Um olhar para a realidade externa é elucidativo sobre o quanto este debate é inapropriado neste momento: países como Alemanha, Dinamarca, Irlanda, Holanda, Argentina e Uruguai permitem jornadas de 48 horas. A Suíça de 50. Atualmente, o Brasil se encontra na 100ª posição no ranking global da produtividade por empregado. Além disso, enfrentamos o apagão de mão de obra qualificada, situação que seria agravada pela redução da jornada, gerando um vácuo operacional impossível de preencher no curto prazo. A ideia de que menos horas no contrato significam mais descanso é ilusória. Exemplos da área da saúde mostram que o tempo livre costuma ser ocupado por trabalhos informais, os “bicos”, para complementar a renda. Ou seja, perde-se em produtividade industrial sem garantir o bem-estar real. Na prática, a jornada de trabalho média já começa a ser reduzida, em setores onde é possível. Mas os dados do Ministério do Trabalho (2024), organizados pelo Observatório FIESC, mostram que 86% dos trabalhadores formais da indústria catarinense — 806 mil pessoas — ainda possuem contratos de 44 horas. O dado evidencia o impacto que a medida teria neste momento em setores altamente expostos à competição internacional, como a maioria dos segmentos industriais de SC. No Brasil, implantar uma jornada de 36 horas por lei custaria R$ 179 bilhões à indústria, elevando o custo do emprego formal em 25%, segundo a CNI. No setor público, o impacto seria de outros R$ 150 bilhões. Por isso, a FIESC mantém posição firme: estamos intensificando o contato com a bancada federal catarinense para apresentar esses dados técnicos. Não podemos permitir que o populismo legislativo comprometa a sustentabilidade dos negócios e, por consequência, o próprio emprego do trabalhador. Gilberto Seleme, presidente da FIESC Foto: Filipe Scotti

LANÇADA A CAMISA DA CHAPE PARA 2026

É uma homenagem ao Atlético Nacional da Colômbia A Associação Chapecoense de Futebol e a Kappa lançaram, nesta segunda-feira (15), a camisa oficial I da temporada 2026. Muito mais que um manto, a peça vem como um manifesto de gratidão, que atravessará gerações, unindo identidade, memória e significado. Com essa mensagem, a nova camisa carrega elementos que traduzem a história do clube, o respeito às suas batalhas e a gratidão que atravessa gerações. O manto da temporada 2026 é uma homenagem ao Atlético Nacional, clube que em 2016 reafirmou sua grandeza por meio de gestos marcantes de solidariedade, empatia e amor ao próximo, que atravessaram fronteiras e se tornaram parte indissociável da história do futebol mundial e da reconstrução da Chapecoense. Além, é claro, de celebrar toda identidade do povo chapecoense. A camisa traz ainda três selos especiais que reforçam seu caráter memorial. Na barra do uniforme, um selo exclusivo simboliza o respeito e a lembrança permanente. Já na parte posterior da camisa, próximo à gola, o selo com a inscrição “Para Sempre Lembrados” homenageia as vítimas do acidente aéreo de 2016, eternizando a memória daqueles que fazem parte, para sempre, da história da Chapecoense — em uma temporada que marcará a celebração dos 10 anos. Na parte interna da gola, a frase “Somos mais que 11” reforça a união, a coletividade e o sentimento que conecta o clube à sua torcida e à sua história. Vestida pelo ex-zagueiro Neto, um dos sobreviventes da tragédia e protagonista do ensaio de lançamento, a camisa I 2026 ganha um significado que vai além do uniforme. Ela representa união, respeito e gratidão — um manto que carrega memória, honra o passado e reafirma os valores que seguem guiando a Chapecoense em sua caminhada. O uniforme apresenta, pela primeira vez desde a década de 70 na camisa principal da temporada, listras verticais em verde e branco. As novas camisas já estão disponíveis no site lojadachape.com.br e, em breve, estarão à venda nas lojas físicas de Chapecó. Foto: Chapecoense / Divulgação