Aeronave procedente da Bolívia voava irregularmente sobre Mato Grosso quando foi interceptada por um caça A-29 Super Tucano
Um avião suspeito que entrou no espaço aéreo brasileiro vindo da Bolívia foi interceptado pela Força Aérea Brasileira (FAB) na última sexta-feira (23). Durante a operação, o piloto realizou um pouso forçado, incendiou a própria aeronave e fugiu do local. As informações foram publicadas somente hoje pela Força Aérea Brasileira.
A ocorrência foi registrada nas proximidades do município de Juara, no noroeste de Mato Grosso, a aproximadamente 550 quilômetros de Cuiabá.
De acordo com informações divulgadas pela FAB, o avião, um Cessna branco, sobrevoava o território brasileiro sem plano de voo e com matrícula não identificada. Diante das irregularidades, a aeronave passou a ser monitorada pelos sistemas de defesa aérea.
A interceptação foi realizada por um caça A-29 Super Tucano, sob coordenação do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE).

Caça A-29 Super Tucano foi utilizado pela FAB durante operação de interceptação da aeronave suspeita.
Avião-radar auxiliou na operação
A missão contou com o apoio de uma aeronave E-99, conhecida como avião-radar, equipada com sistemas de alta tecnologia capazes de identificar e acompanhar aviões mesmo em baixas altitudes e em regiões de difícil monitoramento.

Aeronave E-99, equipada com sistema de vigilância aérea, auxiliou no monitoramento do avião suspeito.
O equipamento teve papel fundamental na localização e no acompanhamento do avião suspeito durante a operação.
Segundo a FAB, as ações fazem parte das Medidas de Policiamento do Espaço Aéreo (MPEA), utilizadas para identificar aeronaves irregulares e combater atividades aéreas ilícitas em território nacional.
Piloto abandona aeronave após pouso forçado
Ao perceber a aproximação do caça militar, o piloto do Cessna realizou um pouso forçado em uma região próxima a Juara.
Em seguida, conforme o comunicado oficial, incendiou a aeronave e fugiu antes da chegada das equipes responsáveis pela verificação em solo.
Toda a operação foi conduzida em coordenação com a Polícia Federal e acompanhada pelo piloto do caça da FAB.
O comunicado não informa a identidade do responsável pela aeronave, o motivo do voo ou se havia algum tipo de carga sendo transportada.
Vigilância permanente do espaço aéreo
A Força Aérea Brasileira destacou que mantém operações permanentes de monitoramento e proteção do espaço aéreo nacional, especialmente em regiões de fronteira.
As missões envolvem aeronaves de caça, sistemas de vigilância e integração com órgãos de segurança pública, permitindo identificar e interceptar voos considerados suspeitos.

Caças A-29 Super Tucano integram a estrutura de defesa e policiamento do espaço aéreo brasileiro.
O trabalho tem como objetivos preservar a soberania brasileira, garantir a segurança da navegação aérea e combater o uso irregular do espaço aéreo.

