Negócio bilionário transfere terminais catarinenses à mexicana ASUR, enquanto o Aeroporto Serafin Enoss Bertaso mantém a atual concessão
Os aeroportos de Navegantes e Joinville passam a ter novo controlador após a conclusão da venda da plataforma aeroportuária da Motiva, antiga CCR, ao grupo mexicano ASUR. A operação, estimada em cerca de R$ 12,2 bilhões, envolve 20 aeroportos e marca uma mudança importante no setor de infraestrutura aeroportuária.
Em Santa Catarina, a negociação alcança os terminais de Navegantes e Joinville, que integravam a carteira da Motiva. Com a conclusão do negócio, os dois aeroportos passam ao controle do grupo mexicano.
Em Chapecó, o cenário é diferente.
Aeroporto de Chapecó segue com a Voe Xap
O Aeroporto Serafin Enoss Bertaso permanece sob administração da Voe Xap, concessionária ligada ao Grupo Socicam.
A gestão do terminal chapecoense decorre de uma concessão firmada com o Município de Chapecó, com prazo de 30 anos. O modelo prevê a administração, manutenção, exploração e expansão da estrutura aeroportuária.
A Voe Xap não integra a operação envolvendo a Motiva e a ASUR. Por isso, a mudança de controlador nos aeroportos de Navegantes e Joinville não altera a concessão vigente em Chapecó.
Venda amplia presença mexicana no setor
A aquisição coloca a ASUR entre os grupos com presença relevante na administração de aeroportos brasileiros. A empresa já atua no setor aeroportuário em outros países e amplia sua participação no mercado com a compra dos ativos da Motiva.
A negociação envolve 17 aeroportos no Brasil e três no exterior. Com a venda, a Motiva deixa o segmento aeroportuário e concentra sua atuação em outras áreas de infraestrutura, como rodovias e mobilidade.
Terminal é estratégico para o Oeste
O Aeroporto Serafin Enoss Bertaso mantém papel central na mobilidade e na economia regional. Em 2025, o terminal registrou mais de 600 mil embarques e desembarques, reforçando sua importância para Chapecó e para municípios do Oeste catarinense.
O aeroporto atende uma região marcada por forte atividade agroindustrial, comercial e de serviços, além de ser utilizado por passageiros de áreas próximas do Rio Grande do Sul e do Paraná.
Assim, enquanto Navegantes e Joinville entram em uma nova fase administrativa, Chapecó mantém o atual modelo de concessão, com a Voe Xap à frente da operação do terminal.

