Setor aposta em tecnologia, integração da cadeia produtiva e uso de dados para competir com plataformas digitais e o avanço das importações
A indústria têxtil de Santa Catarina está diante de um dos maiores desafios dos últimos anos: acompanhar a velocidade da chamada ultra fast fashion, modelo de negócios que lança novas coleções em ritmo acelerado e impulsiona as vendas por meio de plataformas digitais. O tema foi debatido pelo Conselho da Indústria Têxtil, Confecção, Couro e Calçados da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC).
Segundo a FIESC, o mercado global de ultra fast fashion deve mais que dobrar até 2033, saltando de US$ 62,75 bilhões para US$ 160,91 bilhões. Esse crescimento aumenta a pressão sobre fabricantes brasileiros, que enfrentam concorrência de produtos importados com preços reduzidos e ciclos de produção cada vez menores.
TECNOLOGIA E INOVAÇÃO COMO RESPOSTA
Para o presidente do conselho, César Döhler, a competitividade da indústria catarinense depende de uma resposta rápida baseada em inovação, digitalização e maior integração entre fornecedores, fabricantes e varejo. A estratégia inclui o uso de dados para antecipar tendências, reduzir estoques e acelerar o desenvolvimento de novos produtos.
Santa Catarina ocupa posição estratégica no setor. A indústria têxtil é a que mais emprega no estado, com cerca de 170 mil trabalhadores formais, além de representar um dos principais polos nacionais de confecção e exportação.
DESAFIO VAI ALÉM DO PREÇO
Além da disputa por custos, empresários defendem a valorização da produção nacional por meio de qualidade, sustentabilidade e inovação tecnológica. A avaliação é de que competir apenas pelo menor preço tornou-se inviável diante do avanço das gigantes globais da moda digital.
Com isso, o setor busca transformar um cenário de forte concorrência em uma agenda de modernização, mantendo Santa Catarina como referência da indústria têxtil brasileira.
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Foto: Composição IA / Rádio Chapecó

