TECNOLOGIA DE PONTA NO HOSPITAL UNIMED CHAPECÓ DEVOLVE QUALIDADE DE VIDA A PACIENTE DE 82 ANOS

Compartilhe!

Procedimento minimamente invasivo corrige grave problema na válvula mitral, reduz a falta de ar e permite alta hospitalar em apenas dois dias

O que antes poderia exigir uma cirurgia cardíaca de grande porte hoje pode ser tratado de forma minimamente invasiva em Chapecó. O Hospital Unimed Chapecó realizou um procedimento de alta complexidade para corrigir uma grave alteração na válvula mitral, utilizando tecnologia avançada e sem a necessidade de abrir o tórax da paciente.

O procedimento, chamado reparo mitral borda a borda, foi realizado em uma paciente de 82 anos que sofria de insuficiência mitral grave provocada pelo rompimento de uma cordoalha — estrutura responsável por auxiliar no funcionamento da válvula.

Antes da intervenção, a paciente apresentava intensa falta de ar e sequer conseguia permanecer deitada. Com a implantação de dois pequenos clipes, o vazamento da válvula foi reduzido e o funcionamento do coração melhorou de forma imediata.

O procedimento durou aproximadamente uma hora e 20 minutos. Ainda na sala de hemodinâmica, a equipe identificou a redução da pressão na circulação pulmonar. Na primeira noite, a paciente já conseguiu dormir deitada e, no dia seguinte, caminhou pelo corredor da UTI sem o cansaço que antes limitava sua rotina. A alta ocorreu no segundo dia de internação.

TECNOLOGIA E PRECISÃO

Segundo o cardiologista especialista em hemodinâmica e cardiologia intervencionista, Dr. Julio Roberto Barbiero, todo o procedimento é realizado com acompanhamento de equipamentos de imagem de alta precisão e ultrassom intracardíaco.

A técnica permite que os médicos conduzam os dispositivos por cateteres até o coração e posicionem os clipes exatamente na região de maior vazamento da válvula.

A insuficiência mitral ocorre quando a válvula não se fecha adequadamente, permitindo que o sangue retorne em direção aos pulmões. A condição pode provocar falta de ar, cansaço e importante limitação para as atividades do dia a dia.

Além de oferecer uma alternativa menos invasiva, o procedimento amplia as possibilidades de tratamento para pacientes idosos ou que apresentam maior risco para uma cirurgia cardíaca convencional.

ALTA COMPLEXIDADE FEITA EM CHAPECÓ

O tratamento exige a atuação integrada de cardiologistas intervencionistas, ecocardiografistas, anestesistas, profissionais de enfermagem e toda uma equipe preparada para procedimentos de elevada complexidade.

A técnica de enfermagem Taize Salete Rigo de Souza destaca que o trabalho começa antes mesmo da entrada do paciente na sala de procedimento, com estudo detalhado do caso, preparação dos materiais e planejamento de cada etapa da assistência.

Para o Hospital Unimed Chapecó, a disponibilidade dessa tecnologia representa um avanço importante para a saúde regional, permitindo que pacientes tenham acesso, em Chapecó, a recursos utilizados em grandes centros especializados.

Mais do que tecnologia, o resultado do procedimento mostra o impacto que a combinação entre estrutura, equipe especializada e inovação médica pode produzir: uma paciente que mal conseguia respirar deitada voltou a caminhar no dia seguinte e recebeu alta apenas dois dias depois.