Terceira fase da Operação Electus cumpre mandados de busca, suspende servidores públicos e impede a nomeação de candidatos aprovados em certames investigados
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), deflagrou na manhã desta quinta-feira (16) a terceira fase da Operação Electus, que investiga um suposto esquema de fraudes em concursos públicos e processos seletivos realizados no Extremo Oeste catarinense.
A operação foi desencadeada em apoio à Promotoria de Justiça da Comarca de Campo Erê e cumpriu 18 mandados de busca e apreensão nos municípios de São Bernardino e São Lourenço do Oeste. Além das buscas, a Justiça determinou o afastamento cautelar de 17 servidores públicos e proibiu a nomeação de oito candidatos aprovados em concursos que estão sob investigação.
De acordo com o Ministério Público, as investigações apontam indícios de que uma empresa responsável pela organização dos certames teria manipulado gabaritos e resultados para beneficiar candidatos previamente escolhidos. Também há suspeitas de participação de agentes públicos no esquema.
As medidas cautelares foram autorizadas pela Vara Regional de Garantias da Comarca de São Miguel do Oeste. Durante o cumprimento dos mandados, os investigadores buscam documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam reforçar as provas e identificar todos os envolvidos.
Investigação teve início em 2025
A atual fase da Operação Electus é um desdobramento das ações realizadas em 2025, quando o GAECO e a Polícia Civil passaram a investigar supostas irregularidades em concursos públicos promovidos por municípios do Extremo Oeste catarinense. Na ocasião, as apurações já indicavam manipulação de gabaritos, favorecimento de candidatos e possível participação de servidores públicos e da empresa organizadora dos certames.
Segundo o Ministério Público, o objetivo da operação é preservar a lisura dos concursos públicos, assegurar igualdade de condições entre os candidatos e responsabilizar criminal e administrativamente os envolvidos, caso as irregularidades sejam confirmadas. As investigações seguem em andamento e tramitam sob sigilo.
O que é o GAECO
O GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) é uma força-tarefa liderada pelo Ministério Público que investiga e combate quadrilhas, facções criminosas e desvio de dinheiro público. O grupo reúne promotores de justiça, policiais (civis e militares), auditores e agentes penitenciários. Juntos, eles quebram o sigilo de investigações complexas para prender chefes do crime e recuperar dinheiro roubado da sociedade.
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Foto: Reprodução MPSC/Divulgação

