Grupo é suspeito de inserir ordens falsas e causar bloqueios irregulares superiores a R$ 128 milhões
A Polícia Civil de Santa Catarina participou, na quinta-feira (9), da Operação Fides, que investiga fraudes em sistemas judiciais administrados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A ação contou com a atuação da Delegacia de Investigação Criminal de Fronteira de Concórdia (DIC/Fron Concórdia).
A investigação apura a atuação de uma associação criminosa suspeita de acessar indevidamente plataformas judiciais e utilizar credenciais de usuários autorizados para inserir ordens fraudulentas com o objetivo de obter vantagens financeiras.


Entre os sistemas investigados estão o Sisbajud, utilizado para bloqueios judiciais de valores, o Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP) e o Renajud, relacionado a informações de veículos.
Segundo a Polícia Civil, o grupo teria atuação organizada e com possível alcance interestadual. Até o momento, foram identificadas 41 vítimas de bloqueios judiciais considerados irregulares, envolvendo valores que ultrapassam R$ 128 milhões.
As apurações também apontam alterações indevidas em sistemas judiciais e acessos não autorizados. A investigação segue para identificar todos os envolvidos e dimensionar o total dos prejuízos causados.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos equipamentos eletrônicos, documentos e outros materiais que serão analisados pelos investigadores.
A operação foi realizada em conjunto com o Núcleo de Inteligência e Segurança Institucional do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, com apoio do Tribunal de Justiça de Goiás, Conselho Nacional de Justiça e Polícia Civil de Goiás.
O nome da operação faz referência ao termo latino “fides”, que significa confiança e boa-fé, em alusão à preservação da segurança dos sistemas judiciais e da credibilidade das instituições públicas.
Foto: Divulgação/PCSC

