TARIFAÇO DOS EUA PODE ATINGIR MAIS DE 4 MIL PRODUTOS BRASILEIROS E PREOCUPA INDÚSTRIA

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Estudo da CNI aponta que novas tarifas em análise pelo governo norte-americano podem elevar a tributação para até 37,5% e afetar US$ 14,9 bilhões em exportações brasileiras

Uma nova proposta de aumento das tarifas de importação pelos Estados Unidos acendeu o alerta na indústria brasileira. Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indica que cerca de 4.187 produtos brasileiros exportados para o mercado norte-americano poderão ser atingidos por uma carga tarifária de até 37,5%, caso o governo dos EUA confirme as novas medidas em discussão.

Segundo a entidade, o impacto pode alcançar aproximadamente US$ 14,9 bilhões em exportações, o equivalente a cerca de um terço de tudo o que o Brasil vende aos Estados Unidos. A preocupação é que o aumento dos custos reduza a competitividade dos produtos brasileiros, afete contratos internacionais e comprometa empregos em diversos segmentos da indústria nacional. As novas tarifas são resultado de duas propostas em análise pelas autoridades norte-americanas: uma sobretaxa de 25% somada à tarifa geral de 12,5%, elevando a carga total para até 37,5% sobre milhares de itens brasileiros. As medidas ainda dependem de decisão final do governo dos Estados Unidos.

De acordo com a CNI, representantes do setor produtivo brasileiro participam nesta semana de audiências públicas em Washington para apresentar argumentos contrários à proposta. A entidade defende que a elevação das tarifas prejudicaria não apenas a indústria brasileira, mas também empresas e consumidores norte-americanos que dependem de produtos importados do Brasil. A confederação ressalta ainda que os Estados Unidos são um dos principais parceiros comerciais do Brasil, especialmente para produtos industrializados. Caso o tarifaço seja confirmado, setores como metalurgia, máquinas, equipamentos, produtos químicos, alimentos industrializados e manufaturados poderão sentir reflexos significativos nas exportações.

A expectativa agora é pela conclusão das discussões em andamento nos Estados Unidos. Enquanto isso, a indústria brasileira acompanha de perto as negociações e busca sensibilizar as autoridades norte-americanas para evitar a adoção das novas barreiras comerciais, consideradas um risco para a competitividade das empresas e para a manutenção de investimentos e empregos ligados ao comércio exterior.


Presidente da CNI fala sobre novas tarifas dos EUA

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Imagem de capa: Ilustração Rádio Chapecó/OpenAI