RIO QUILOMBO VAI PASSAR POR DESASSOREAMENTO PARA REDUZIR RISCO DE ALAGAMENTOS

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Obra de R$ 1,55 milhão busca aumentar a capacidade de vazão do rio e proteger áreas urbanas que convivem há anos com o risco de enchentes e inundações

Localizado a cerca de 55 quilômetros de Chapecó e aproximadamente 600 quilômetros de Florianópolis, o município de Quilombo vai receber uma importante obra voltada à prevenção de enchentes e alagamentos. No último domingo (14), durante agenda no Oeste catarinense, o governador Jorginho Mello assinou a ordem de serviço para o desassoreamento de um trecho do Rio Quilombo, uma reivindicação antiga da comunidade local.

O investimento será de R$ 1,55 milhão, por meio de convênio entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Quilombo. O projeto prevê a limpeza e retirada de sedimentos em 3,563 quilômetros do leito do rio, aumentando sua capacidade de vazão e reduzindo os riscos de transbordamentos durante períodos de chuvas intensas.

A assinatura integrou um roteiro de entregas e anúncios do Governo do Estado na região Oeste, contemplando obras de infraestrutura, habitação e proteção e defesa civil. Segundo o coordenador regional de Proteção e Defesa Civil de São Lourenço do Oeste, Edimar Lecca, a obra é considerada essencial para a segurança da população.

“Quilombo é um dos municípios em que o rio passa pelo perímetro urbano e já registrou várias ocorrências de residências alagadas. Por isso é uma obra muito esperada pela população”, destacou.

O governador gravou um vídeo sobre as ações a serem tomadas mediante as circubstâncias já constatadas. Clique aqui e assista.

CIDADE CONVIVE HÁ ANOS COM O RISCO DE CHEIAS

A necessidade da intervenção é reforçada pelo histórico de ocorrências registradas no município. O Rio Quilombo atravessa áreas urbanas e, em períodos de chuvas volumosas, já causou transtornos para moradores, especialmente em bairros próximos às margens.

Estudos elaborados pelo Serviço Geológico do Brasil identificaram áreas suscetíveis a inundações e enchentes no município, apontando a necessidade de investimentos em prevenção e monitoramento. O levantamento técnico mapeou setores urbanos vulneráveis à elevação do nível dos rios e córregos, realidade comum em diversos municípios do Oeste catarinense.

Ao longo dos anos, a Defesa Civil também registrou episódios de alagamentos e enxurradas que afetaram residências, vias públicas e estruturas urbanas, exigindo ações emergenciais e reforçando a necessidade de obras permanentes de mitigação.

O QUE SERÁ FEITO

O desassoreamento consiste na remoção de materiais acumulados no fundo do rio, como areia, pedras, galhos, vegetação e sedimentos carregados pelas enxurradas ao longo dos anos.

Com a limpeza do leito, a água passa a escoar com maior eficiência, reduzindo a possibilidade de represamentos e transbordamentos em períodos de chuva forte. A medida também melhora o fluxo hídrico e contribui para a preservação ambiental do curso d’água.

Embora não elimine totalmente o risco de enchentes em eventos climáticos extremos, especialistas consideram o desassoreamento uma das principais ações preventivas para municípios que possuem rios atravessando áreas urbanas.

INVESTIMENTO EM PREVENÇÃO

A obra em Quilombo faz parte da política estadual de fortalecimento da infraestrutura de prevenção a desastres naturais. Nos últimos anos, Santa Catarina ampliou investimentos em desassoreamento de rios, contenção de encostas e melhorias nos sistemas de drenagem urbana, especialmente em municípios historicamente afetados por enchentes.

Para os moradores de Quilombo, a expectativa é de que a intervenção represente mais tranquilidade e segurança para as famílias que vivem próximas ao rio. Com a assinatura da ordem de serviço, a população aguarda agora o início dos trabalhos que deverão contribuir para reduzir um problema que há décadas preocupa a comunidade.

Mais do que uma obra de limpeza do leito, o desassoreamento do Rio Quilombo é visto como um investimento em prevenção, proteção da população e qualidade de vida para uma das cidades mais importantes do Oeste catarinense.

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Foto: Reprodução GovSC/Divulgação