Mais de 10 mil multas reforçam fiscalização nas ruas e atingem diretamente práticas que alimentam o tráfico, a violência e a destruição de famílias
Santa Catarina ultrapassou a marca de 10 mil multas aplicadas por porte e uso de drogas em locais públicos desde a criação da legislação estadual que prevê punições administrativas para este tipo de conduta. O balanço divulgado pelo Governo do Estado reforça uma postura mais firme no combate às drogas e no enfrentamento à criminalidade que gira em torno do tráfico. Além das infrações em si, o foco da fiscalização também está nos impactos sociais provocados pelas drogas. O consumo alimenta financeiramente o tráfico, fortalece facções criminosas e contribui diretamente para o avanço da violência, da insegurança e da degradação social em diversas cidades.
As consequências vão além das ruas. Famílias são destruídas pela dependência química, jovens acabam afastados do convívio saudável, trabalhadores perdem oportunidades e comunidades inteiras convivem com os reflexos da criminalidade associada ao tráfico. Para as forças de segurança, combater o uso e a circulação de drogas em locais públicos também é uma forma de atingir a estrutura financeira do crime organizado. O número elevado de multas também evidencia outro ponto importante: se há autuações, é porque existem pessoas desrespeitando normas de convivência social e leis em vigor. A fiscalização atua justamente para proteger a população que deseja utilizar espaços públicos com segurança, tranquilidade e respeito.

Fotos: Rádio Chapecó/IA
Praças, parques, ruas e áreas de lazer são frequentados diariamente por famílias, idosos, trabalhadores e crianças. O uso de drogas nesses ambientes gera sensação de insegurança, desconforto social e impactos negativos para toda a coletividade. O Governo de Santa Catarina afirma que as operações seguem sendo intensificadas em diversas regiões do Estado. A presença mais forte das forças de segurança busca ampliar a ordem pública e reduzir espaços para atuação do tráfico e da criminalidade.
A lógica defendida pelas autoridades é direta: quanto maior o respeito às leis, menores tendem a ser os problemas sociais. Assim como ocorre no trânsito, onde o cumprimento das regras reduz acidentes e salva vidas, o respeito às normas de convivência também ajuda a construir cidades mais seguras e organizadas. Parte dos recursos arrecadados com as multas é destinada a fundos ligados à segurança pública, saúde e políticas de combate às drogas no Estado.