DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS DESTACA ACERVO HISTÓRICO E VISITAÇÃO GRATUITA NOS ESPAÇOS CULTURAIS DE CHAPECÓ

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Museus municipais oferecem exposições permanentes, visitas guiadas e projeto de digitalização que amplia o acesso à memória histórica da cidade

Celebrado neste 18 de maio, o Dia Internacional dos Museus reforça a importância desses espaços na preservação da memória e da identidade cultural. Em Chapecó, a data destaca o trabalho desenvolvido pelos equipamentos culturais municipais, que mantêm exposições abertas ao público, ações educativas e projetos de digitalização que ampliam o acesso à história local.

Durante entrevista ao programa Chapecó Notícias – 1ª Edição, da Rádio Chapecó, o coordenador dos museus municipais, o historiador Leonardo Dlugokenski, apresentou detalhes sobre os espaços culturais disponíveis e as iniciativas voltadas à valorização do patrimônio histórico chapecoense.

Os dois museus públicos em atividade na cidade, o Museu de História e Arte de Chapecó e o Museu Antônio Selistre de Campos, funcionam no Prédio Amarelo, em frente à Praça Coronel Bertaso, no Centro. A visitação é gratuita e ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, sem fechar ao meio-dia. Grupos podem agendar visitas mediadas pelo telefone 3321-8509.

Além dos museus, o roteiro cultural da cidade inclui a Galeria Dalme Marie Grando Rauen, espaço voltado à realização de exposições temporárias e valorização da produção artística local e regional.

Também integra esse circuito o Memorial Paulo de Siqueira, localizado junto ao Monumento O Desbravador. O espaço preserva obras, registros e a trajetória de um dos artistas mais importantes da história cultural chapecoense, referência na produção artística regional.

Os museus preservam parte importante da trajetória histórica do município. Entre os destaques do acervo estão peças indígenas com séculos de existência, documentos ligados à formação de Chapecó, artefatos históricos raros e objetos que ajudam a reconstruir momentos marcantes da cidade.

Entre as relíquias expostas está o piano que pertenceu ao antigo Clube 10 de Ouro, atual Clube Recreativo Chapecoense, salvo de um incêndio na década de 1950. Também integram o acervo itens ligados à Associação Chapecoense de Futebol.

Uma nova exposição está prevista para novembro e deve apresentar itens relacionados ao automobilismo regional, ao vôlei chapecoense e à atuação histórica do antigo frigorífico Chapecó no incentivo ao esporte local.

Paralelamente à preservação física, Chapecó avança na digitalização do acervo com o projeto Museu 2.0, que já disponibiliza milhares de fotografias históricas para consulta pública e reúne registros audiovisuais raros sobre a história da cidade.

A proposta dos espaços culturais é fortalecer o vínculo da população com a própria memória, transformando museus, galerias e memoriais em ambientes vivos de aprendizado, pesquisa e valorização da história chapecoense.