Estrutura terá 201 leitos 100% SUS, atenderá demandas regionais de alta complexidade e deve reforçar assistência em saúde e formação acadêmica no Oeste catarinense
O projeto do futuro Hospital Universitário da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), em Chapecó, avança para uma nova etapa após a definição do perfil assistencial da unidade. Em entrevista nesta segunda-feira (11), o reitor João Alfredo Braida detalhou que a estrutura deverá contar com 201 leitos, atendimento integral pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e previsão de funcionamento pleno até 2030.
Segundo o reitor, o estudo técnico realizado para definir o perfil do hospital analisou dados de saúde de Chapecó e de outros 27 municípios da região. O levantamento identificou déficit de leitos hospitalares, alta demanda por atendimentos em doenças cardiovasculares, respiratórias e casos oncológicos, além da necessidade de ampliação da assistência pediátrica especializada.
A proposta prevê 140 leitos clínicos e cirúrgicos, 20 leitos pediátricos e 40 leitos de UTI, sendo 30 destinados a adultos e 10 ao público infantil. O hospital também deverá oferecer serviços de alta complexidade em áreas como cardiologia, nefrologia e oncologia, com possibilidade de expansão futura para neurologia e oncologia pediátrica.
Braida reforçou que a unidade será 100% pública e exclusiva para atendimentos via SUS. De acordo com ele, a implantação deve contribuir diretamente para reduzir filas de espera, ampliar a oferta de leitos na região e evitar o deslocamento de pacientes para outros centros em busca de atendimento especializado.
Além da assistência à população, o hospital terá papel estratégico na formação acadêmica. O espaço será utilizado para atividades práticas dos cursos da área da saúde, especialmente medicina, permitindo que parte significativa do internato médico seja realizada dentro da própria estrutura universitária. A expectativa é de que estudantes de outras instituições também possam utilizar o espaço para formação profissional.
O hospital será construído dentro do campus da UFFS, em uma área de aproximadamente seis hectares destinada à expansão da universidade. Segundo o reitor, o espaço atende às exigências técnicas para receber a estrutura e deve fortalecer a integração entre ensino, pesquisa e atendimento hospitalar.
Atualmente, está em andamento o processo para contratação da empresa responsável pelo projeto executivo, etapa viabilizada por R$ 7 milhões em recursos federais. A estimativa de investimento para a construção gira entre R$ 250 milhões e R$ 300 milhões.
A universidade também solicitou ao governo federal a inclusão da obra no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o que garantiria previsão orçamentária para o início da construção em 2027. Se o cronograma for mantido, a expectativa é que o hospital esteja em operação em até três anos após o início das obras.
Para Braida, além do impacto na saúde pública, o hospital deverá impulsionar a economia regional, com geração de empregos, atração de profissionais especializados e circulação anual expressiva de recursos para manutenção e operação da estrutura.
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Foto: Taiane Lago/Rádio Chapecó