Enquanto país registra alta para 5,8%, município catarinense mantém forte geração de vagas e escassez de mão de obra
A alta recente da taxa de desemprego no Brasil, que chegou a 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), contrasta com a realidade de Chapecó, que vive um cenário próximo do pleno emprego.
Enquanto o país registra um aumento sazonal no número de desocupados — influenciado principalmente pelo fim das vagas temporárias de fim de ano —, cidades do Oeste catarinense seguem com forte demanda por trabalhadores e dificuldade para preencher postos disponíveis.
Chapecó na contramão do cenário nacional
Inserida em um estado com uma das menores taxas de desemprego do Brasil (cerca de 2,2%), Chapecó acompanha esse desempenho e se destaca como um dos principais polos de geração de empregos em Santa Catarina.
O município registrou números expressivos em 2025:
- Quase 5 mil novas vagas formais criadas entre janeiro e outubro
- Saldo positivo de cerca de 2,2 mil empregos apenas nos primeiros meses do ano
- Presença frequente de mais de mil vagas abertas no Balcão Municipal de Empregos
Esse volume elevado de oportunidades evidencia um fenômeno diferente do restante do país: em vez de falta de trabalho, há escassez de mão de obra qualificada.
Força da agroindústria e do comércio
O bom desempenho de Chapecó está diretamente ligado à força da agroindústria e do comércio local. A cidade, um dos principais polos agroalimentares do Brasil, tem ampliado contratações de forma consistente.
A indústria teve crescimento significativo, com aumento de cerca de 60% nas vagas em comparação a 2023. Já o comércio também se destacou nacionalmente, colocando o município entre os maiores geradores de empregos do setor.
Mais vagas do que trabalhadores
Diferentemente do cenário nacional — onde a alta recente do desemprego acende alerta —, Chapecó vive uma realidade de mercado aquecido. A relação entre oferta e demanda de trabalho é invertida: há mais vagas disponíveis do que profissionais para ocupá-las.
Esse contexto favorece quem busca emprego, especialmente em vagas formais, mas também impõe desafios para empresas, que enfrentam dificuldades para contratar e reter trabalhadores.
Dois cenários, um mesmo país
O contraste entre Brasil e Chapecó mostra como o mercado de trabalho pode se comportar de forma desigual entre regiões. Enquanto a taxa nacional sobe, ainda que por fatores sazonais, polos regionais dinâmicos mantêm ritmo acelerado de contratações.
O desafio para os próximos meses será observar se a desaceleração nacional terá impacto sobre economias locais aquecidas — ou se cidades como Chapecó continuarão sustentando níveis próximos do pleno emprego, mesmo em um cenário mais incerto.
Para saber mais sobre vagas em Chapecó, clique aqui e acesse o Balcão de Empregos de Chapecó
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Foto: Unochapecó/Arquivo/Divulgação