DESEMPREGO VOLTA A SUBIR PARA 5,8% NO BRASIL

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Alta no trimestre encerrado em fevereiro reflete movimento sazonal, após Brasil registrar os menores níveis de desocupação da série histórica

A taxa de desemprego no Brasil registrou alta no início de 2026, refletindo um movimento sazonal do mercado de trabalho, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da elevação, o índice permanece em patamar historicamente baixo após um ano de forte recuperação do emprego.

De acordo com a PNAD Contínua, a taxa de desocupação subiu para 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro, após marcar 5,4% no trimestre anterior. O avanço interrompe uma sequência de quedas ao longo de 2025, quando o país atingiu os menores níveis desde o início da série histórica.

Movimento sazonal pressiona início do ano

A alta está diretamente ligada ao fim de vagas temporárias criadas no período de fim de ano, especialmente nos setores de comércio e serviços. Esse comportamento é típico dos primeiros meses e costuma pressionar os indicadores de desemprego no começo de cada ano.

Ainda assim, o contingente de pessoas sem trabalho segue relativamente baixo em comparação com anos anteriores, indicando que o mercado ainda sustenta parte dos ganhos recentes.

2025 teve recordes no mercado de trabalho

O aumento ocorre após um ano positivo para o emprego. Em 2025, o Brasil registrou a menor taxa média de desemprego da série histórica, com forte expansão da população ocupada e melhora em indicadores como renda e formalização.

O número de trabalhadores ocupados chegou a níveis recordes, ultrapassando a marca de 100 milhões de pessoas, evidenciando a recuperação consistente após os impactos da pandemia.

Sinal de alerta para os próximos meses

Embora esperada, a alta no desemprego acende um sinal de atenção sobre o ritmo da economia em 2026. Especialistas avaliam que o desafio agora será manter a geração de empregos em um cenário de maior incerteza.

Mesmo com a elevação recente, o Brasil ainda apresenta um mercado de trabalho mais sólido do que em anos anteriores. O comportamento dos próximos trimestres será decisivo para indicar se a alta é apenas pontual ou o início de uma desaceleração mais ampla.

Queres acessar dados e gráficos do IBGE, clique aqui

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Foto: © Wilson Dias/Arquivo/Agência Brasil/Divulgação