SAÚDE DE SC BATE RECORDE DE INVESTIMENTOS, SUPERA R$ 9,3 BILHÕES E ULTRAPASSA 1,3 MILHÃO DE CIRURGIAS EM 2025

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Relatório apresentado na Alesc aponta aplicação histórica de 16,22% da receita, queda de 93% nas mortes por dengue e ampliação de leitos de UTI

A Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina apresentou, em audiência pública na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, o relatório do terceiro quadrimestre de 2025 com números históricos para o setor. O Estado ultrapassou 1,3 milhão de cirurgias e registrou investimento superior a R$ 9,3 bilhões na área da saúde. O percentual aplicado chegou a 16,22% da receita estadual, acima do mínimo constitucional de 12% e superior aos 15,8% registrados em 2024.

Do total investido, R$ 9,25 bilhões foram destinados ao Fundo Estadual de Saúde e R$ 63,6 milhões ao Fundo de Apoio aos Hospitais Filantrópicos, Hemosc, Cepon e hospitais municipais. A previsão inicial era de R$ 6,07 bilhões, mas o aumento da arrecadação elevou o piso obrigatório para R$ 7,45 bilhões, valor superado pela aplicação efetiva. O custo anual da folha de pagamento da pasta é de R$ 2,5 bilhões.

Na área cirúrgica, os aportes cresceram de R$ 213 milhões em 2023 para mais de R$ 750 milhões em 2025. Foram contabilizadas 517 mil cirurgias eletivas com internação, 331 mil procedimentos oftalmológicos ambulatoriais e 454 mil cirurgias de emergência. Segundo a secretaria, Santa Catarina lidera o ranking nacional de cirurgias eletivas per capita, com aumento de 78% nas internações em comparação a 2022. As cirurgias ortopédicas tiveram alta superior a 225% e as bariátricas cresceram 500%.

Desde 2023, o Estado abriu 291 novos leitos de UTI adulto, pediátrico e neonatal, totalizando mais de 1.430 unidades ativas, a maior expansão da rede já registrada. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência recebeu mais de R$ 600 milhões, com renovação de frota, aquisição de equipamentos e reforço estrutural. Também foi realizado concurso público após mais de uma década, com mais de 71 mil inscritos.

Os dados da dengue indicam queda expressiva. Em 2024, foram registradas 341 mortes e mais de 300 mil casos. Em 2025, o número caiu para 23 óbitos e cerca de 26 mil casos, redução de 93% nas mortes e 92% nas registros. O relatório também destaca investimentos em saúde mental, auditorias, modernização de hospitais filantrópicos e a criação de um comitê voltado à desjudicialização do SUS.

Durante a audiência, parlamentares reconheceram o aumento dos recursos, mas apontaram desafios, como a ampliação de leitos de UTI, a estadualização de unidades hospitalares e a valorização dos profissionais da saúde.

FOTO: Rodrigo Corrêa/Agência AL