SANTA CATARINA INICIA APLICAÇÃO DE ANTICORPO PARA PREVENIR BRONQUIOLITE EM BEBÊS

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Imunização com Nirsevimabe começa pelo Hospital Infantil de Florianópolis e foca crianças com maior risco de complicações respiratórias

Santa Catarina iniciou nesta segunda-feira, 9 de fevereiro, a aplicação do anticorpo Nirsevimabe, indicado para prevenir formas graves de infecção pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite e de pneumonias em bebês. A primeira aplicação ocorreu no Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis, em uma criança prematura de dois meses de idade, integrante do público prioritário definido pela Secretaria de Estado da Saúde.

O Nirsevimabe é um anticorpo monoclonal recomendado principalmente para bebês prematuros e crianças com condições clínicas que aumentam o risco de complicações respiratórias, como cardiopatias congênitas e doenças pulmonares crônicas. A estratégia tem como objetivo ampliar a proteção desse grupo antes do período de maior circulação do vírus, que ocorre durante o inverno, reduzindo internações e a sobrecarga dos serviços de saúde.

As doses começaram a ser distribuídas para os municípios catarinenses na semana passada, por meio das regionais de saúde. Já receberam o imunizante cidades das regiões de Mafra, Jaraguá do Sul, Lages, Rio do Sul, São Miguel do Oeste, Chapecó, Concórdia, Xanxerê, Araranguá, Tubarão, Criciúma, Itajaí e Blumenau. Nesta terça-feira, 10, a distribuição segue para Joaçaba, Videira, Florianópolis e Joinville.

A aplicação será organizada pelos próprios municípios, que devem retirar as doses nas regionais de saúde e definir o cronograma de atendimento ao público-alvo. Para ter acesso ao anticorpo, as famílias precisam procurar a unidade de referência de seus municípios para obter orientações sobre a indicação e o agendamento. A Secretaria de Estado da Saúde reforça que a vacinação de gestantes contra o VSR segue recomendada e complementa a estratégia de proteção aos recém-nascidos, especialmente entre os mais vulneráveis.

Foto: Silviane Mannrich/Ascom SES