SC AMPLIA VACINAÇÃO CONTRA A DENGUE PARA ADOLESCENTES EM TODOS OS MUNICÍPIOS

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Imunização passa a contemplar jovens de 10 a 14 anos em todo o estado e reforça estratégia de prevenção contra a doença

A partir da próxima semana, adolescentes de 10 a 14 anos de todos os municípios de Santa Catarina poderão se vacinar contra a dengue. A Secretaria de Estado da Saúde (SES) inicia nesta sexta-feira (23) a distribuição de 75.600 doses para todas as regionais de saúde, ampliando a campanha que, até então, estava restrita a 100 municípios e atendia jovens de 10 a 16 anos. Com a mudança, a vacinação passa a seguir a faixa etária prioritária definida pelo Ministério da Saúde.

De acordo com a SES, a ampliação da cobertura representa um avanço no enfrentamento da dengue no estado, especialmente em um cenário de aumento do risco de transmissão. Para viabilizar a expansão, ficou definido que novos esquemas vacinais serão iniciados apenas para adolescentes de 10 a 14 anos. Jovens de 15 e 16 anos que já começaram o ciclo anteriormente terão garantida a aplicação da segunda dose, mas não haverá abertura de novos atendimentos para essa faixa etária neste momento.

A orientação é que pais e responsáveis procurem a unidade de saúde mais próxima para verificar o cronograma de vacinação em cada município. As autoridades sanitárias reforçam que, além da imunização, as medidas de prevenção continuam sendo fundamentais, principalmente a eliminação de focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. A recomendação inclui evitar água parada, manter caixas d’água e reservatórios bem vedados, limpar calhas, ralos e recipientes, além de descartar corretamente objetos que possam acumular água.

A Secretaria da Saúde destaca que o engajamento da população é decisivo para conter a circulação do vírus, já que a maioria dos criadouros do mosquito está dentro ou ao redor das residências. A combinação entre vacinação e ações preventivas é apontada como a principal estratégia para reduzir a incidência da doença e evitar formas graves, especialmente entre crianças e adolescentes.

Foto: Divulgação Secom/GovSC