Canal nacional registra mais de 617 mil denúncias, amplia acessibilidade e consolida atuação na proteção de grupos vulneráveis
O Disque 100 encerrou 2025 com resultados expressivos e manteve protagonismo no enfrentamento às violações de direitos humanos no Brasil. Entre janeiro e 30 de novembro, o canal nacional contabilizou mais de 2,24 milhões de atendimentos realizados por telefone, aplicativos de mensagens, chat, e-mail e videochamada em Libras. No mesmo período, foram registradas 617,8 mil denúncias em todo o território nacional, evidenciando a relevância do serviço como principal porta de entrada para o acolhimento da população em situação de vulnerabilidade.
Os dados apontam que uma única denúncia pode reunir diversas ocorrências associadas. Até dezembro, o volume total de violações registradas chegou a cerca de 4,4 milhões, com destaque para casos de negligência, exposição da integridade física a risco, tortura psíquica e maus-tratos. O perfil das vítimas revela maior incidência entre pessoas idosas, crianças e adolescentes, reforçando a necessidade de políticas públicas integradas voltadas à proteção desses grupos. Em muitos registros, os agressores possuem vínculo próximo com a vítima, como familiares ou pessoas do convívio cotidiano.
A distribuição territorial das denúncias acompanhou a concentração populacional, com maior número de registros em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Capitais e grandes centros urbanos lideraram o volume de notificações, o que reforça a importância do serviço como instrumento de alcance nacional e resposta rápida às violações de direitos humanos.
Em 2025, o Disque 100 também avançou na qualificação institucional com a implantação de uma nova central de atendimento, ampliando a capacidade operacional, reduzindo filas e fortalecendo a qualidade do acolhimento e dos encaminhamentos. O serviço manteve o compromisso com o sigilo, a gratuidade e a acessibilidade, incluindo atendimento especializado em Libras para pessoas surdas ou com deficiência auditiva.
Foto: Gabriela Oliva/MDHC