Operação mira grupo suspeito de aplicar golpe de R$ 195 mil pela internet

Ação da Polícia Civil e do GAECO cumpriu oito mandados de busca em cinco cidades de São Paulo; investigação começou após fraude contra vítima de Chapecó A Polícia Civil de Santa Catarina e o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), por meio do CyberGAECO, deflagraram na manhã de quarta-feira (16) a Operação “Anúncio de Troia”. A ação investiga um grupo suspeito de aplicar um golpe envolvendo a venda de um veículo pela internet. A operação foi coordenada pelo CyberGAECO e pela 1ª Delegacia de Polícia Civil de Chapecó. Ao todo, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão nas cidades de Itu, São Paulo, Santo André, São Bernardo do Campo e Osasco, no estado de São Paulo. Também foram determinadas medidas para o bloqueio de valores e a indisponibilidade de veículos ligados aos investigados. A ação contou com o apoio do CyberGAECO do Ministério Público de São Paulo (MPSP). Golpe começou com anúncio de veículo A investigação teve início após uma vítima de Chapecó ser alvo de uma fraude durante uma negociação realizada pela internet. Segundo a apuração, os suspeitos teriam anunciado a venda de um veículo SUV em uma plataforma de comercialização de automóveis por um valor considerado atrativo. Para dar aparência de legitimidade à negociação, o grupo teria informado que o veículo havia sido recebido como indenização por uma empresa do setor de transportes e que estaria sendo vendido porque o suposto proprietário não teria interesse em permanecer com o automóvel. Ainda conforme a investigação, os suspeitos teriam criado um site falso em nome da empresa, além de falsificar documentos e simular contatos com outras pessoas envolvidas na negociação. Com os diferentes elementos utilizados para transmitir confiança, a vítima teria acreditado que a negociação era verdadeira e realizou pagamentos que chegaram a R$ 195 mil. Sete suspeitos foram identificados Durante as diligências, as equipes identificaram sete suspeitos que teriam participação no esquema. Além das buscas, a Justiça autorizou medidas de natureza patrimonial, como o bloqueio de valores e a indisponibilidade de veículos. A intenção é preservar patrimônio que possa ser utilizado para eventual ressarcimento dos prejuízos causados. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos dispositivos eletrônicos, que serão submetidos à perícia e analisados pelas equipes responsáveis pelo caso. O material poderá ajudar a esclarecer como o grupo teria atuado, além de apontar a existência de outras possíveis vítimas ou envolvidos. Nome da operação O nome “Anúncio de Troia” faz referência ao conhecido mito do Cavalo de Troia, no qual os gregos utilizaram um cavalo de madeira aparentemente oferecido como presente para conseguir entrar na cidade de Troia. A denominação faz alusão à forma como a fraude teria sido executada. De acordo com a investigação, anúncios, documentos, contatos e um site aparentemente legítimos teriam sido utilizados para conquistar a confiança da vítima e esconder o golpe. Foto: Divulgação

PRF flagra transporte irregular de 4 mil litros de biodiesel

Carga era levada em veículo inadequado, com recipientes danificados e sem equipamentos e documentos exigidos pela legislação A Polícia Rodoviária Federal (PRF) flagrou, na manhã da última quarta-feira (16), o transporte irregular de aproximadamente 4 mil litros de biodiesel na BR-480, em Chapecó. Durante uma fiscalização de rotina, os policiais sentiram um forte odor de combustível vindo do compartimento de carga de um caminhão. Na vistoria, foram encontradas quatro bombonas com capacidade para 1 mil litros cada e dois recipientes de 100 litros, todos contendo biodiesel. Segundo a PRF, os recipientes estavam em condições precárias. Alguns estavam abertos ou sem tampa, apresentavam derramamento de combustível e contaminação externa pelo próprio produto. Além das condições inadequadas da carga, o transporte era realizado sem a documentação e os equipamentos de segurança exigidos para o transporte de produtos perigosos. A documentação fiscal apresentada aos policiais indicava a comercialização de 4 mil litros de biodiesel por um posto de combustíveis de Chapecó. O estabelecimento responsável pelo fornecimento do combustível também foi autuado. Ao todo, foram lavrados 25 autos de infração. Desses, 12 tiveram como base o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e 13 a regulamentação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A ocorrência foi comunicada às autoridades policiais para avaliação de um possível crime ambiental relacionado ao transporte irregular de produto perigoso. O caminhão foi removido para um pátio credenciado e permanecerá retido até que as condições de segurança sejam regularizadas. A carga também deverá ser transferida para um veículo adequado ao transporte de produtos perigosos. Foto: Divulgação/PRF

Vereadores aprovam criação do Selo “Estabelecimento Amigo do Celíaco” em Chapecó

Proposta cria reconhecimento voluntário para estabelecimentos que adotam práticas voltadas à segurança e inclusão de pessoas com doença celíaca A Câmara Municipal de Chapecó aprovou, em segunda votação, na sessão ordinária desta quarta-feira (16), o Projeto de Lei n. 192/2026 que institui o Selo “Estabelecimento Amigo do Celíaco” no município. A proposta é de autoria do vereador Nivaldo Augusto Rosa (PSD) e cria um mecanismo de reconhecimento para estabelecimentos que, voluntariamente, adotam práticas de informação, inclusão e segurança voltadas às pessoas com doença celíaca. O selo poderá ser destinado, conforme a atividade desenvolvida, a restaurantes, lanchonetes, bares, cafeterias, padarias, supermercados, empórios, lojas de produtos naturais e outros estabelecimentos que produzam, manipulem ou comercializem alimentos e produtos destinados a pessoas com restrição ao glúten. A adesão será voluntária. Para obter o selo, o estabelecimento deverá manifestar interesse e atender aos critérios previstos na lei, considerando sua atividade, porte e características. Entre os aspectos que poderão ser avaliados estão a oferta e identificação de produtos sem glúten, medidas para reduzir o risco de contaminação cruzada, procedimentos de armazenamento, preparo e manipulação e a orientação ou capacitação dos colaboradores. O texto determina que o Poder Executivo poderá regulamentar a lei, estabelecendo as condições de utilização do selo e os procedimentos necessários à sua implementação. Também prevê que o selo poderá ter prazo de validade e ser renovado, conforme critérios definidos em regulamento. Três níveis de classificação O projeto estabelece três categorias de selo, identificadas por cores, de acordo com as práticas adotadas pelo estabelecimento: Selo Verde – para estabelecimentos que não realizam manipulação ou preparo de alimentos com glúten e adotam medidas para prevenir sua presença ou contaminação cruzada nos produtos destinados às pessoas com doença celíaca; Selo Amarelo – para estabelecimentos que manipulam ou preparam alimentos com e sem glúten, mas adotam medidas específicas de organização, armazenamento, preparo, manipulação e identificação para reduzir o risco de contaminação cruzada; Selo Azul – para estabelecimentos que não realizam preparo ou manipulação de alimentos e comercializam produtos industrializados ou embalados identificados como sem glúten, conforme a legislação vigente. A classificação levará em conta as atividades efetivamente desenvolvidas por cada estabelecimento. A identificação por cores terá caráter informativo e não será considerada certificação sanitária nem garantia absoluta de ausência de glúten. A concessão do selo também não substitui as exigências previstas na legislação sanitária e de defesa do consumidor. “O selo busca valorizar estabelecimentos que demonstrem compromisso com esses cuidados, estimulando a oferta de produtos adequados, a correta identificação dos alimentos e a orientação dos colaboradores”, explica o vereador Nivaldo Augusto Rosa, autor da proposta. Segundo ele, a iniciativa também pretende contribuir para que pessoas com doença celíaca tenham mais segurança e autonomia ao consumir produtos ou utilizar serviços. “A doença celíaca exige a exclusão do glúten da alimentação e cuidados específicos para evitar a contaminação cruzada durante o preparo, a manipulação e o armazenamento dos alimentos. Nesse contexto, informações claras e a adoção de boas práticas pelos estabelecimentos são importantes para proporcionar maior segurança e autonomia aos consumidores”, afirma. Reconhecimento sem criar novas estruturas O projeto tem caráter voluntário e de incentivo e não cria novas obrigações sanitárias para os estabelecimentos. A implementação das ações deverá observar as competências legais dos órgãos municipais, o planejamento da Administração e a disponibilidade orçamentária e financeira. A proposta também determina que a criação do selo não implica a criação de cargos, órgãos, estruturas administrativas, programas específicos ou despesas obrigatórias para o Poder Executivo. Após a aprovação em segunda votação, o projeto segue para os trâmites necessários à sanção e publicação da lei. A partir da regulamentação, deverão ser definidos os procedimentos para adesão, análise e concessão do selo, bem como as condições para sua utilização, renovação, suspensão ou retirada. Foto: Câmara de Vereadores de Chapecó / Divulgação

Carro sai da pista e capota na SC 154

Motorista foi conduzido ao Pronto Atendimento O Corpo de Bombeiros Militar de Ponte Serrada foi acionado, por volta das 18h30 de quarta-feira (16), para atendimento de uma ocorrência de trânsito. Foi uma saída de pista seguida de capotamento, na SC-154, em Passos Maia, envolvendo um veículo de passeio. Ao chegar ao local, foi confirmada a ocorrência. O sinistro envolveu um veículo, com um ocupante, que já havia sido conduzido por populares ao pronto atendimento de Ponte Serrada. Após a conclusão dos procedimentos e a devida sinalização da via, os bombeiros de Ponte Serrada retornaram ao quartel, encerrando o atendimento sem alterações. Foto: Corpo de Bombeiros