UMA EM CADA 10 CRIANÇAS DE 4 E 5 ANOS ESTÁ FORA DA ESCOLA EM 876 CIDADES BRASILEIRAS

Levantamento aponta desigualdade no acesso à educação infantil e mostra maior déficit nas regiões Norte e Nordeste Mesmo com a matrícula obrigatória para crianças de 4 e 5 anos no Brasil, 876 municípios ainda registram ao menos uma em cada dez crianças dessa faixa etária fora da escola. O número representa 16% das cidades brasileiras e evidencia os desafios para universalizar o acesso à educação infantil no país. As maiores dificuldades estão concentradas na Região Norte, onde 29% dos municípios têm menos de 90% das crianças matriculadas em creches ou pré-escolas. Em seguida aparecem Centro-Oeste, com 21%, Nordeste, com 17%, Sudeste, com 13%, e Sul, com 11%, região que apresenta o melhor desempenho no indicador. Os dados fazem parte de um novo levantamento elaborado pelo Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), em parceria com fundações e organismos internacionais. O estudo também aponta que 81% dos municípios brasileiros não alcançam 60% de atendimento em creches para crianças de até 3 anos, meta prevista no Plano Nacional de Educação (PNE) até 2036. Entre as capitais, Vitória, Curitiba, São Paulo e Belo Horizonte já universalizaram o atendimento de crianças de 4 e 5 anos. Na outra ponta, Maceió, Macapá e João Pessoa registram os menores índices. No atendimento de crianças de até 3 anos, São Paulo lidera, seguida por Vitória e Belo Horizonte. Especialistas destacam que dados mais detalhados por município ajudam gestores públicos a identificar crianças fora da escola e adotar estratégias de busca ativa. Como a educação infantil é responsabilidade das prefeituras, o monitoramento local é considerado essencial para ampliar vagas e garantir o acesso ao ensino desde os primeiros anos. O Ministério da Educação informou que tem ampliado investimentos no setor, com entrega de novas unidades de educação infantil e retomada de obras paralisadas. Segundo a pasta, os programas em andamento devem abrir milhares de novas vagas em creches e pré-escolas nos próximos anos. Foto: © Angelo Miguel/MEC

DESEMPREGO FICA EM 6,1% NO 1º TRIMESTRE E REGISTRA MENOR TAXA DA HISTÓRIA PARA O PERÍODO

Brasil tinha 6,6 milhões de pessoas em busca de trabalho; informalidade também apresentou queda, aponta IBGE A taxa de desemprego no Brasil ficou em 6,1% no primeiro trimestre de 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar de alta em relação ao último trimestre de 2025, quando o índice era de 5,1%, este é o menor resultado já registrado para um primeiro trimestre desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012. No mesmo período do ano passado, a taxa de desocupação estava em 7%. Ao todo, o país encerrou os três primeiros meses de 2026 com 6,6 milhões de pessoas em busca de emprego. O número representa aumento de 19,6% frente ao trimestre anterior, mas queda de 13% na comparação anual. A população ocupada chegou a 102 milhões de trabalhadores, cerca de 1 milhão a menos que no fim de 2025. Mesmo assim, o contingente permanece 1,5 milhão acima do registrado no primeiro trimestre do ano passado, indicando crescimento no mercado de trabalho em 12 meses. Segundo o IBGE, o resultado do início do ano reflete fatores sazonais, comuns ao período, como a desaceleração do comércio após as festas de fim de ano e o encerramento de contratos temporários em áreas como educação e saúde pública municipal. Entre os setores com maior recuo no número de ocupados estão comércio, administração pública e serviços domésticos. Outro dado positivo foi a redução da informalidade. A taxa caiu para 37,3% da população ocupada, o equivalente a 38,1 milhões de trabalhadores sem vínculo formal. No fim de 2025, esse índice era de 37,6%, enquanto no primeiro trimestre do ano passado estava em 38%. O número de empregados com carteira assinada no setor privado ficou em 39,2 milhões, com crescimento de 1,3% em relação ao mesmo período de 2025. Já os trabalhadores por conta própria somaram 26 milhões, mantendo estabilidade no trimestre e avanço anual de 2,4%. Foto: © Fernando Frazão/Agência Brasil

SUSPEITO CAI DO TETO DE SHOPPING DURANTE TENTATIVA DE FURTO EM CHAPECÓ

Homem foi localizado no forro e se feriu ao tentar fugir Um homem ficou ferido após cair do teto do Pátio Shopping Chapecó, no Oeste catarinense, durante uma tentativa de furto registrada no fim da noite de sábado (2). A ocorrência mobilizou a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros. A guarnição foi acionada pela Central Regional de Emergência após seguranças do shopping identificarem a presença de um suspeito no forro do estabelecimento. Conforme relato, o homem teria acessado o local pela praça de alimentação. Ao chegar, os policiais entraram no forro pelo lado externo do prédio. No momento em que percebeu a aproximação da guarnição, o suspeito tentou fugir, mas acabou provocando o rompimento da estrutura do teto. Com isso, o homem caiu sobre mesas da praça de alimentação, sofrendo ferimentos. Ele recebeu os primeiros atendimentos ainda no local por um bombeiro e, em seguida, foi encaminhado ao Hospital Regional do Oeste pelo Corpo de Bombeiros. O suspeito permaneceu sob cuidados médicos. Diante da situação, foi registrado o boletim de ocorrência, e as partes envolvidas foram devidamente orientadas.