PÁTIO SHOPPING ADOTA HORÁRIO ESPECIAL DE FIM DE ANO A PARTIR DESTA QUINTA

Funcionamento ampliado segue até 23 de dezembro e inclui ajustes no Natal e no Ano-Novo O Pátio Shopping inicia nesta quinta-feira (18) o horário especial de fim de ano, com o objetivo de oferecer mais conforto e comodidade aos consumidores durante o período de maior movimento no comércio. Até o dia 23 de dezembro, todas as operações do shopping funcionarão das 9h às 22h, com abertura antecipada para facilitar as compras de Natal. Na véspera de Natal, dia 24, o funcionamento será reduzido, com atendimento das 9h às 18h. Já no dia 25 de dezembro, feriado de Natal, todas as operações do Pátio Shopping permanecerão fechadas. A programação prevê ajustes para atender à demanda típica do período, respeitando as datas comemorativas. Entre os dias 26 e 30 de dezembro, o shopping retorna ao horário normal. Nos dias 26, 27, 29 e 30, o funcionamento será das 10h às 22h. No domingo, dia 28, a praça de alimentação e as áreas de lazer e entretenimento abrem das 11h às 22h, enquanto as demais lojas funcionam das 13h às 20h. No dia 31 de dezembro, véspera de Ano-Novo, o atendimento será novamente reduzido, das 10h às 17h. No dia 1º de janeiro de 2026, todas as operações estarão fechadas, com retomada do horário normal a partir do dia 2 de janeiro. A orientação é que os clientes se organizem com antecedência para aproveitar o horário especial do Pátio Shopping neste fim de ano.

SANTA CATARINA DIVULGA CALENDÁRIO DO IPVA 2026 COM NOVA REGRA DE ISENÇÃO

Imposto mantém alíquotas entre as menores do país e passa a isentar veículos com 20 anos ou mais A Secretaria de Estado da Fazenda de Santa Catarina divulgou o calendário de pagamento do IPVA 2026, mantendo as mesmas alíquotas praticadas atualmente. O imposto seguirá em 2% para carros e utilitários e em 1% para motocicletas, veículos de carga, transporte de passageiros e locação. Com isso, Santa Catarina permanece entre os estados com IPVA mais baixo do Brasil, com alíquotas inferiores às cobradas na maioria das unidades da federação. A principal novidade para 2026 é a ampliação da isenção do IPVA para veículos com 20 anos ou mais de fabricação, conforme determina a Emenda Constitucional 137/2025. Até então, a isenção era válida apenas para veículos com 30 anos ou mais. A nova regra não se aplica a ônibus, micro-ônibus e caminhões. Com a mudança, cerca de 950 mil veículos deixarão de pagar o imposto, o que deve gerar um impacto estimado de R$ 180 milhões na arrecadação estadual no próximo ano. Os contribuintes catarinenses poderão quitar o IPVA de três formas: em cota única até o fim do mês correspondente ao final da placa; parcelado em três vezes sem juros, com vencimento da primeira parcela até o dia 10; ou em até 12 vezes no cartão de crédito, por meio de empresas credenciadas, com incidência de encargos. O pagamento via PIX segue disponível, oferecendo mais agilidade e praticidade, por meio do QR Code presente no boleto. Santa Catarina possui atualmente cerca de 6,4 milhões de veículos registrados, dos quais 4,2 milhões são tributáveis. A projeção de arrecadação com o IPVA em 2026 é de R$ 4,7 bilhões, crescimento de 6% em relação a 2025. Do total arrecadado, 20% são destinados ao Fundeb, enquanto o valor restante é dividido igualmente entre o Estado e os municípios onde os veículos estão registrados, reforçando o papel do imposto no financiamento de serviços públicos e investimentos locais. CALENDÁRIO DE PAGAMENTO FINAL PLACA 1ª COTA 2ª COTA 3ª COTA COTA ÚNICA LICENCIAMENTO 1 10 JAN 10 FEV 10 MAR 31 JAN 31 MAR 2 10 FEV 10 MAR 10 ABR 28 FEV 30 ABR 3 10 MAR 10 ABR 10 MAI 31 MAR 31 MAI 4 10 ABR 10 MAI 10 JUN 30 ABR 30 JUN 5 10 MAI 10 JUN 10 JUL 31 MAI 31 JUL 6 10 JUN 10 JUL 10 AGO 30 JUN 31 AGO 7 10 JUL 10 AGO 10 SET 31 JUL 30 SET 8 10 AGO 10 SET 10 OUT 31 AGO 31 OUT 9 10 SET 10 OUT 10 NOV 30 SET 30 NOV 0 10 OUT 10 NOV 10 DEZ 31 OUT 30 DEZ Ricardo Wolffenbüttel/Arquivo SECOM

CHAPECÓ E NONOAI REALIZAM REPAROS EMERGENCIAIS NA PONTE DO GOIO-ÊN

Ação conjunta melhora segurança na ligação entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul As prefeituras de Chapecó e de Nonoai (RS) realizaram, na manhã desta quarta-feira (17), uma ação emergencial para reparos em buracos na ponte do Goio-Ên, estrutura que liga Santa Catarina ao Rio Grande do Sul. A intervenção contou com o apoio da Polícia Militar Rodoviária dos dois estados e teve como principal objetivo garantir a segurança dos motoristas que utilizam diariamente o trecho. A medida foi adotada após o registro de danos em pelo menos cinco veículos na noite anterior, causados pelas más condições da pista sobre a ponte. Embora a manutenção da estrutura não seja de responsabilidade direta dos municípios, a força-tarefa foi organizada de forma imediata diante do risco aos usuários da via e do intenso fluxo de veículos no local. A ponte do Goio-Ên está localizada sobre o rio Uruguai e faz a ligação entre a rodovia estadual SCT-480, em Santa Catarina, e a RS-406, no Rio Grande do Sul. Conforme destacado pelas equipes envolvidas, ações semelhantes já foram realizadas anteriormente, reforçando a necessidade de intervenções periódicas para preservar a trafegabilidade e a segurança na importante rota entre os dois estados.

PREFEITURA DE CHAPECÓ ENTREGA R$ 100 MIL EM PRÊMIOS DA NOTA FISCAL CHAPECOENSE

Sorteio de Natal beneficiou 37 contribuintes e impulsionou arrecadação e economia local A Prefeitura de Chapecó realizou, na manhã desta quarta-feira (17), a entrega de R$ 100 mil em prêmios da Campanha Nota Fiscal Chapecoense – Sorteio de Natal. O valor foi distribuído entre 37 ganhadores em ato oficial no auditório da Prefeitura, com a presença de autoridades municipais, representantes do Legislativo, do Ministério Público e dos contribuintes contemplados. A campanha tem como objetivo incentivar a solicitação de nota fiscal e fortalecer a arrecadação municipal. Os vencedores foram definidos a partir da extração da Loteria Federal do dia 3 de dezembro de 2025, conforme regras estabelecidas em decretos municipais que regulamentam o método de composição dos números sorteados. A principal premiação ficou com uma trabalhadora de Cordilheira Alta, que concorreu ao prêmio após a contratação de um serviço em empresa sediada em Chapecó, evidenciando o alcance regional da campanha. Durante o evento, foi ressaltada a importância do cumprimento das obrigações fiscais por parte das empresas e da participação dos consumidores ao exigirem a nota fiscal. A iniciativa contribui para a transparência, fortalece o comércio local e garante que os tributos retornem em investimentos públicos, obras e melhorias urbanas no município. A Secretaria de Fazenda destacou que a campanha gerou cerca de 1,8 milhão de cupons e resultou em um aumento de 16,9% na arrecadação do ISS no período. Além disso, a administração municipal informou que, ao final do ano, cerca de R$ 100 milhões serão injetados na economia local, por meio do pagamento de salários, décimo terceiro e fornecedores, reforçando o impacto positivo da campanha no desenvolvimento econômico de Chapecó. Fotos: Leandro Schmidt

CONSTRUÇÃO CIVIL TEM BOOM DE EMPREENDEDORISMO E CRESCE 83% EM SANTA CATARINA

Foto: Roberto Zacarias/SecomGOVSC

Setor da construção civil passou de 69 mil para 126,1 mil empresas ativas entre 2020 e 2025. Alta no empreendedorismo impulsionou geração de empregos – Foto: Roberto Zacarias/SecomGOVSC O volume de empresas no setor de construção civil registra um crescimento de 83,8% nos últimos cinco anos em Santa Catarina, com predominância de abertura de micro e pequenos negócios. O percentual reflete o aquecimento do setor imobiliário, principalmente nas regiões da Grande Florianópolis, Norte e Foz do Rio Itajaí. O boom de novos CNPJs também elevou a geração de empregos ligados à construção civil. A alta de 83,8% representa o salto de 69 mil empresas ativas na construção civil catarinense em 2020 para 126,1 mil empresas ativas em 2025. Ou seja, saldo de 57 mil novos CNPJs. A elevação acelerada supera setores tradicionais como a indústria e o comércio, que cresceram 54,6% e 37,4%, respectivamente, no mesmo período. Com o aumento, a construção civil passou a representar 9,9% do total de empresas em Santa Catarina, segundo estudo do Sebrae SC. Para o governador Jorginho Mello, os números mostram a força do empreendedorismo catarinense e o crescimento econômico ligado ao trabalho. “O setor imobiliário está muito aquecido porque Santa Catarina é um estado que dá certo. As pessoas que vêm pra cá não querem mais ir embora. Temos a melhor segurança pública do país, diversos atrativos turísticos e oferta de oportunidade de negócios. Aqui, o pessoal arregaça as mangas e vai ao trabalho. Isso faz a diferença e impulsiona a economia que cresce acima da média nacional”, destaca. Forte presença no cenário nacional O boom de novos negócios ligados à construção civil colocou Santa Catarina em destaque no Brasil. Conforme estudo do Sebrae SC, o estado é o sexto em número de empresas no setor, representando cerca de 7,2% do total nacional de 1,75 milhão de CNPJs. A liderança é de São Paulo (460,4 mil), seguido por Minas Gerais (291,3 mil) e Paraná (161,9 mil). “Santa Catarina está atraindo muitos investimentos, inclusive no setor da construção civil, por causa do ambiente de negócios favorável. Aqui o Governo do Estado apoia o empreendedor, incentiva o trabalho como forma de inclusão social, além de garantir mais liberdade econômica. O empreendedor é um parceiro e cresce com apoio do Governo do Estado”, destaca o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck. Conforme o estudo, as empresas atuam principalmente nas áreas de obras de alvenaria (35%), instalação e manutenção elétrica (16%), pintura (13%), construção de edifícios (8%), incorporação imobiliária (6%), bem como na área de ar-condicionado e refrigeração (4%). Entre as regiões, destaca-se a participação da Foz do Rio Itajaí (25,2%), Grande Florianópolis (20,8%), Norte (14,5%), Oeste (12,5%) e Sul (11,5%). Volume de trabalhadores na construção civil saltou 47% O aumento do empreendedorismo na construção civil reflete também na abertura de novas vagas de emprego. Nos últimos cinco anos, o volume de trabalhadores formais empregados no setor saltou 47% em Santa Catarina, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O percentual representa a passagem de 101,6 mil empregados formais em 2020 para 149,4 mil em 2025. Somente neste ano são 12,5 mil novas vagas abertas entre janeiro e outubro. Segundo o Sebrae SC, a maior parte dos trabalhadores da construção civil são homens com ensino médio completo. As principais funções são servente de obras (15,9 mil), pedreiro (15,4 mil), carpinteiro (5,1 mil), mestre de obras (4,6 mil), bem como pintor (4,1 mil). === Com informações: Assessoria de Comunicação Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços/SC

CHAPECÓ ATINGE 50 KM DE PAVIMENTAÇÃO RURAL COM OBRA NA LINHA BATISTELLO

Conclusão do acesso até a BR-282 melhora mobilidade, fortalece o interior e impulsiona o escoamento da produção Chapecó alcançou a marca de 50 quilômetros de pavimentação rural nos últimos cinco anos com a conclusão da segunda etapa do acesso da Linha Batistello até a BR-282. A obra foi finalizada na tarde desta terça-feira (16) e compreende um trecho de 2,5 quilômetros asfaltados. A primeira etapa do acesso havia sido inaugurada em abril de 2024, com cerca de 800 metros de pavimentação e sete metros de largura, ampliando de forma significativa a mobilidade da região. A pavimentação rural tem como objetivo melhorar a qualidade de vida das comunidades do interior, facilitar o deslocamento de moradores e otimizar o escoamento da produção agrícola. Além disso, a obra contribui para a valorização dos imóveis rurais e para o fortalecimento da economia local, ao garantir mais segurança e eficiência no transporte. Os trabalhos foram executados com máquinas das secretarias de Agricultura e Pesca e de Obras e Infraestrutura, enquanto o projeto técnico foi desenvolvido pela Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Obras Estruturantes. Essa mesma pasta ficará responsável pela licitação das sarjetas da via. Um pequeno trecho de aproximadamente 35 metros não recebeu pavimentação por exigências técnicas do DNIT, já que a ligação direta com a rodovia federal demanda a implantação de um trevo. A estrada, identificada como EMC 309 e denominada Dionísio Emílio Batistello, em homenagem a um morador histórico da comunidade, deverá ter a segunda etapa oficialmente inaugurada no início do próximo ano.

CACS RELATAM DIFICULDADES COM PF APÓS MUDANÇA NO CONTROLE DE ARMAS

Debatedores apontaram que “inconsistências” operacionais têm inviabilizado ou retardado procedimentos essenciais, como autorizações de compra, emissão de Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAFs) ou expedição de Guias de Tráfego Representantes de clubes de tiro, colecionadores, atiradores desportivos e caçadores (CACs) relataram nesta terça-feira (16) dificuldades na tramitação de registros e documentação na Polícia Federal após a transferência da fiscalização e do controle de armas, antes sob responsabilidade do Exército. O tema foi discutido em audiência pública da Comissão de Segurança Pública (CSP), atendendo a requerimentos dos senadores Jorge Seif (PL-SC) e Carlos Portinho (PL-RJ), e reuniu autoridades e entidades do setor para avaliar os impactos da mudança. A transferência foi efetivada em julho de 2025 por decreto presidencial (Decreto 12.345, de 2024).  De acordo com os participantes do debate, a transferência de competência tem gerado um ambiente de instabilidade institucional e desencadeando um conjunto de disfunções operacionais, jurídicas e administrativas que têm comprometido a governança do sistema regulatório de armas. Segundo eles, a burocracia do sistema e a falta de um entendimento único sobre a norma geram impactos a milhares de cidadãos que estão regularizados, bem como entidades desportivas, instrutores, lojistas e toda a cadeia produtiva do setor. O representante da Polícia Federal na audiência admitiu dificuldades operacionais, mas garantiu que a PF recebeu investimentos neste ano para aumentar a capacidade de atuação. O senador Jorge Seif destacou que a audiência não foi aprovada por conveniência política, mas por necessidade institucional.  — Desde as transferências de atribuições, o que temos observado é um ambiente de instabilidade administrativa, marcado por falhas sistêmicas, insegurança jurídica, incapacidade operacional para absorver a nova demanda por parte da Polícia Federal (…) É preciso dizer com clareza que o controle estatal não significa colapso administrativo. A Polícia Federal recebeu essa atribuição sem que, até o momento, esteja claro se houve estrutura adequada, pessoal suficiente, sistemas funcionais e planejamento de transição compatível com a complexidade da tarefa que sabemos que é grande. Debatedores apontaram que “inconsistências” operacionais têm inviabilizado ou retardado procedimentos essenciais, como autorizações de compra, emissão de Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAFs) ou expedição de Guias de Tráfego. De acordo com eles, a situação tem acarretado prejuízos concretos a atividades profissionais, competições esportivas e rotinas operacionais de diversos segmentos economicamente relevantes para o país. O presidente da Confederação Brasileira de Tiro Tático (CBTT), Giovanni Roncalli, reforçou que a insegurança jurídica tem prejudicado a atuação da categoria desportiva, promovendo um grande desincentivo à atividade e à geração de emprego no setor. Ele criticou a instabilidade do sistema e a burocracia na gestão dos registros.  — Nosso direito de petição, sagrado pela Constituição, foi rasgado, violentado, nós ficamos impedidos de protocolar qualquer processo perante o Exército brasileiro para poder trabalhar, e os que estavam protocolados não puderam sequer ser analisados. Nós ficamos um ano e meio sem poder trabalhar, com a vida travada. Isso gerou uma falência do nosso setor. Hoje todo mundo está sobrevivendo com a corda no pescoço. Transparência e legalidade  O coordenador-geral de Controle de Armas de Fogo da Polícia Federal, Wellington Clay Porcino Silva, afirmou que a transferência do registro de armas para a PF buscou garantir atendimento mais qualificado a cerca de 1 milhão de CACs no país.  Ele reconheceu dificuldades operacionais, mas destacou que o setor recebeu, em 2025, cerca de R$ 200 milhões em investimentos, usados para adquirir 600 novos computadores, contratar 579 funcionários terceirizados e mobilizar 450 policiais federais, somando aproximadamente mil profissionais dedicados exclusivamente ao controle de armas.  Porcino informou que a PF passou por reestruturação administrativa, com a criação de Delegacias de Controle de Armas de Fogo e de uma coordenação-geral específica, e disse manter diálogo aberto com o setor. Ele admitiu problemas no Sistema Nacional de Armas (Sinarm-CAC), herdados desde o período em que estava sob responsabilidade do Exército, relatando a identificação de 20 falhas graves e dificuldades decorrentes da duplicação de dados em dois bancos distintos.  Segundo o coordenador, a PF trabalha para corrigir as inconsistências, atualizar bancos de dados e migrar serviços para o novo Portal PF, que deverá automatizar, a análise de documentos e antecedentes, reduzir em até 80% a intervenção humana e permitir, por exemplo, a renovação simultânea de várias armas em um único processo. Até o momento, afirmou, 78,6%dos pedidos foram deferidos e apenas 0,7% indeferidos. — A gente está trabalhando para até o meio do ano do ano que vem já ter alguns serviços migrados para esse novo serviço: o Portal PF, em que a gente vai procurar automatizar a qualidade de atestados, automatizar a análise de documentos, automatizar a análise de antecedentes e unificar todos os requerimentos num único sistema.  Parceria O general André Monteiro Gusmão, diretor de Fiscalização de Produtos Controlados do Exército, informou que a corporação coordenou a gestão do sistema de armas por mais de 20 anos e que cumpriu todas as etapas de capacitação e transferência tecnológica previstas no decreto que atribuiu a atividade à Polícia Federal a partir de julho de 2025.  Segundo ele, Exército e PF seguem em contato permanente para solucionar problemas e garantir a continuidade do atendimento aos usuários. O general ressaltou que a diretoria fiscaliza 382 produtos controlados, com base em cerca de 50 normas, em atuação que envolve dois mil militares.  — Nós, diretoria do Exército, não podemos atrapalhar. Nós precisamos estar presentes, finalizando, com sistemas otimizados, eficientes, mas não atrapalhando. Logicamente aqueles que não estão corretos precisam ser sancionados, dentro da nossa missão de polícia administrativa, se for o caso, informando as autoridades policiais para que as ações de polícia judiciária sejam executadas.  A presidente da Federação de Clubes de Tiro e Comércio de Armas de Santa Catarina, Fabi Venera, relatou que clubes de tiro e lojas de armas “ainda estão sofrendo” porque alguns processos têm um prazo muito longo para conseguir autorização. Segundo ela, desde que houve a transferência de gestão para a Polícia Federal, não conseguiram nenhuma transferência efetivada.  Ela citou, como um dos grandes problemas compartilhados por CACs, a

OPERAÇÃO MUTIRÃO COMBATE O TRÁFICO DE DROGAS EM SEARA

Ação conjunta das polícias cumpre mandados e resulta em prisões no bairro Vila Esperança Na manhã desta quarta-feira (17), a Polícia Civil e a Polícia Militar deflagraram a Operação Mutirão com o objetivo de combater o tráfico de drogas no bairro Vila Esperança, localidade anteriormente conhecida como “Mutirão”, no município de Seara, no Oeste de Santa Catarina. A ação contou com a participação de aproximadamente 50 policiais civis e militares, que deram cumprimento a 10 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Juízo da Vara de Garantias da Comarca de Concórdia, com manifestação favorável da Promotoria de Justiça da Comarca de Seara. Durante a operação, também foram cumpridos três mandados de prisão temporária contra investigados e lavrado um Auto de Prisão em Flagrante pelo crime de tráfico de drogas. As ordens judiciais são resultado de um Inquérito Policial em trâmite na Delegacia de Polícia de Fronteira de Seara, que apura a atuação do tráfico de entorpecentes na região. A Polícia Civil destaca que a operação é fruto de trabalho investigativo contínuo e reforça a integração entre as forças de segurança no enfrentamento ao crime organizado no município. Foto: Divulgação

REDUZIR JORNADA DE TRABALHO POR LEI É UM SALTO NO ESCURO

Confira artigo do presidente da FIESC, Gilberto Seleme, sobre a redução da jornada de trabalho “Reduzir jornada só é sustentável sob duas pré-condições: o aumento real da produtividade e a livre negociação entre as partes“, afirma Seleme. A indústria catarinense reconhece a importância fundamental de buscar melhores condições de trabalho e qualidade de vida para o trabalhador. No entanto, o debate sobre o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de 44 para 36 horas sem redução salarial ignora as leis básicas da economia. Reduzir jornada só é sustentável sob duas pré-condições: o aumento real da produtividade e a livre negociação entre as partes, respeitando a realidade de cada setor e empresa. Impor essa mudança por lei é um golpe contra a competitividade. Vivemos um cenário internacional de concorrência acirrada e protecionismo crescente, com tensões entre EUA, China e Europa. O “tarifaço” americano é um alerta: ou somos competitivos, ou seremos engolidos. Um olhar para a realidade externa é elucidativo sobre o quanto este debate é inapropriado neste momento: países como Alemanha, Dinamarca, Irlanda, Holanda, Argentina e Uruguai permitem jornadas de 48 horas. A Suíça de 50. Atualmente, o Brasil se encontra na 100ª posição no ranking global da produtividade por empregado. Além disso, enfrentamos o apagão de mão de obra qualificada, situação que seria agravada pela redução da jornada, gerando um vácuo operacional impossível de preencher no curto prazo. A ideia de que menos horas no contrato significam mais descanso é ilusória. Exemplos da área da saúde mostram que o tempo livre costuma ser ocupado por trabalhos informais, os “bicos”, para complementar a renda. Ou seja, perde-se em produtividade industrial sem garantir o bem-estar real. Na prática, a jornada de trabalho média já começa a ser reduzida, em setores onde é possível. Mas os dados do Ministério do Trabalho (2024), organizados pelo Observatório FIESC, mostram que 86% dos trabalhadores formais da indústria catarinense — 806 mil pessoas — ainda possuem contratos de 44 horas. O dado evidencia o impacto que a medida teria neste momento em setores altamente expostos à competição internacional, como a maioria dos segmentos industriais de SC. No Brasil, implantar uma jornada de 36 horas por lei custaria R$ 179 bilhões à indústria, elevando o custo do emprego formal em 25%, segundo a CNI. No setor público, o impacto seria de outros R$ 150 bilhões. Por isso, a FIESC mantém posição firme: estamos intensificando o contato com a bancada federal catarinense para apresentar esses dados técnicos. Não podemos permitir que o populismo legislativo comprometa a sustentabilidade dos negócios e, por consequência, o próprio emprego do trabalhador. Gilberto Seleme, presidente da FIESC Foto: Filipe Scotti

CHAPECÓ ENTRA NA CARTEIRA NACIONAL DE INVESTIMENTOS PARA AEROPORTOS REGIONAIS

Projeto do Aeroporto Serafim Bertaso avança e reforça papel estratégico do município no Oeste Catarinense Chapecó passou a integrar a nova carteira nacional de investimentos em aeroportos regionais do Ministério de Portos e Aeroportos, consolidando a aviação regional como eixo estratégico para o desenvolvimento do Oeste Catarinense. O anúncio ocorreu em Brasília, durante o lançamento oficial do programa, com a participação de representantes do município e de entidades empresariais. Chapecó foi a única cidade selecionada nesta etapa, resultado de articulação técnica e institucional junto ao Governo Federal. Entre os avanços confirmados está a autorização para a elaboração do projeto do Aeroporto Serafim Bertaso, com investimento estimado em R$ 3 milhões. A iniciativa é considerada fundamental para a modernização da infraestrutura aeroportuária, ampliação da conectividade aérea e fortalecimento da economia regional, com impactos diretos nos setores de negócios, turismo e logística. A partir de agora, o município deverá acompanhar de forma permanente as próximas etapas do processo, garantindo a execução do projeto técnico para, posteriormente, buscar recursos destinados às obras e melhorias estruturais. O planejamento prévio é apontado como decisivo para assegurar novos aportes e preparar o aeroporto para futuras concessões e ampliações. Com a inclusão na carteira nacional de investimentos, Chapecó amplia sua visibilidade no cenário federal e reforça sua posição como polo econômico, logístico e de serviços. A expectativa é que os investimentos no aeroporto contribuam para o desenvolvimento sustentável do Oeste Catarinense, fortalecendo a integração regional e a competitividade de Santa Catarina no contexto nacional.