COMISSÃO DE ACOMPANHAMENTO DO ROMPIMENTO DO CONTRATO COM A CASAN REÚNE-SE NA PREFEITURA
Durante a reunião, foi informado que a empresa estatal encaminhou sua defesa em relação às irregularidades apontadas Nesta quarta-feira (09), a Comissão de Acompanhamento do Processo Administrativo de Rompimento do Contrato da Prefeitura de Chapecó com a Casan, formada por cinco representantes de entidades que integram o Conselho de Desenvolvimento Econômico do Município, esteve reunida na Prefeitura. Além dos integrantes da comissão estiveram presentes o secretário de Governo e Inovação em Políticas Públicas, Adair Luiz Niederle, o Procurador Geral do Município, Jauro Sabino Von Gehlen, do fiscal de contrato, o engenheiro sanitarista e ambiental Valdir Eduardo Olivo, e o Oficial de Gabinete, Igor Antônio Girotto. Durante a reunião, Olivo apresentou um parecer técnico com as informações sobre o sistema de abastecimento de água e coleta de esgoto no município. Em meados do mês passado a Administração Municipal instauração de procedimento administrativo para analisar a caducidade, ou seja, o não cumprimento, do contrato de concessão de água e esgoto pela Casan. Entre os itens estão o não cumprimento do índice de 95% na continuidade do abastecimento, a meta de 40% no atendimento do esgoto, além de outras melhorias e obras. Na semana passada a Secretaria de Fazenda de Chapecó emitiu na quinta-feira uma Certidão de Dívida Ativa contra a Casan, no valor de R$ 1.068.115,40. O valor é referente a uma multa aplicada pelo Procon, ainda em abril deste ano. Foram 3,2 mil casos de falta de água no município somente em 2023, de acordo com dados fornecidos pela própria Casan. A comissão tem a função de acompanhar e avaliar a situação do contrato. Durante a reunião foi informado que a empresa estatal encaminhou sua defesa em relação às irregularidades apontadas. Nos próximos dias a comissão vai marcar uma visita técnica nas instalações da Casan para averiguar a estrutura. O atual contrato foi assinado em 2016 e tem vigência prevista por 30 anos, se não houver o rompimento. Foto: Daniel Braga/PMC
MULHER ATROPELADA POR CAMINHÃO EM XAXIM
A mulher foi levada para o hospital em estado grave Equipe de socorristas do corpo de bombeiros militar foi acionada por volta das 14h00min de quarta-feira (09), para atender ocorrência de atropelamento de pedestre. O caso foi registrado na rua Rui Barbosa no centro de Xaxim, no Oeste catarinense. No local os socorristas constataram que a vítima, mulher maior de idade estava desorientada com suspeita de traumatismo crânio encefálico. A vítima apresentava sangramento nos ouvidos e nariz, além de confusão mental e agitação. Socorristas realizaram o controle da hemorragia, foi estabilizada em maca rígida e conduzida ao hospital Frei Bruno para atendimento da equipe médica de plantão. A mulher foi atropelada por um caminhão, cujo motorista permaneceu no local dando suporte a vítima até a chegada dos socorristas e prestou esclarecimentos quanto ao acidente de trânsito para uma guarnição da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC). Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros Militar/SC
CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE SC RECORDA AS VÍTIMAS DO TRÁGICO ACIDENTE EM DESCANSO
O ônibus retornava de Chapecó com destino a São José do Cedro, quando colidiu de frente com um caminhão e caiu em uma ribanceira com cerca de 20 metros Na rotina do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC), é comum o atendimento a ocorrências de trânsito. Porém, uma delas marcou para sempre a história da corporação. Há 17 anos, na noite de terça-feira, 9 de outubro de 2007, equipes do CBMSC foram acionadas por volta das 19h, para socorrer vítimas de uma colisão entre uma carreta e um ônibus de turismo na BR-282, em Descanso. O ônibus retornava de Chapecó com destino a São José do Cedro, quando colidiu de frente com um caminhão e caiu em uma ribanceira com cerca de 20 metros. Dos 42 ocupantes do ônibus, sete vítimas foram a óbito, além dos feridos que aguardavam pelo resgate. O cenário era preocupante e exigiu o deslocamento de um caminhão de combate a incêndio, uma ambulância e uma viatura Auto Comando de Área (ACA). Além do CBMSC, uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), uma viatura da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) e outra da Polícia Rodoviária Federal (PRF) foram acionadas para prestar apoio e auxiliarem no isolamento da área. Mais tarde, às 21h30, bombeiros e socorristas atuavam no resgate das vítimas, quando uma carreta carregada com fardos de açúcar ultrapassou a sinalização de segurança em alta velocidade. O caminhão atingiu os veículos que estavam em fila, aguardando a liberação da pista, as viaturas, as equipes que prestavam socorro, profissionais da imprensa e demais pessoas que ajudavam no resgate. O acidente, que já era trágico, ficou ainda pior. O duplo acidente resultou em 27 mortos e mais de 80 feridos. Entre os que perderam a vida, estavam quatro bombeiros militares, um bombeiro comunitário e um policial militar. No mesmo dia, também faleceram os socorristas Clóvis José Fluck e José Evaldir Ferreira Zuse, do SAMU. José Evaldir já havia servido nas fileiras do CBMSC e incentivou seu irmão, hoje subtenente da reserva remunerada, a ingressar na corporação. A PMSC perdeu o soldado PM Ilvânio Marcos Sehnem, que prontamente auxiliava nos trabalhos de socorro às vítimas. OS TOMBADOS Cabo BM Leonir Francisco Bagatini Natural de Palmitos/SC, incluiu no Corpo de Bombeiros da Polícia Militar em 1985. Atuava como socorrista na guarnição de São Miguel do Oeste, quando acionados para o derradeiro atendimento, vindo a tombar no cumprimento do dever. Foi promovido post mortem em 2008 à graduação de 3º sargento BM. Cabo BM Roberto Inácio Borgheti Natural de Romelândia/SC, incluiu no Corpo de Bombeiros da Polícia Militar em 1986. Atuava como Chefe de Socorro na guarnição de São Miguel do Oeste. Estava de folga no dia do acidente, mas compareceu ao quartel em virtude do acionamento do plano de chamada, deslocando-se imediatamente para auxiliar a guarnição de serviço, trabalhando intensamente até o momento da segunda colisão. Foi promovido post mortem em 2008 à graduação de 3º sargento BM. Soldado BM Carlos Roberto Françozi Natural de São Miguel do Oeste/SC, incluiu no Corpo de Bombeiros da Polícia Militar em 1994. Atuava como condutor de veículo de emergência na guarnição de São Miguel do Oeste. Estava de folga no dia do acidente, mas compareceu ao quartel em virtude do acionamento do plano de chamada, deslocando-se imediatamente para auxiliar a guarnição de serviço, vindo a falecer em virtude do novo impacto no local do acidente. Foi promovido post mortem em 2008 à graduação de cabo BM. Soldado BM Evandro Daltoé Natural de São Miguel do Oeste/SC, incluiu no Corpo de Bombeiros da Polícia Militar em 1995. Atuava como Chefe de Socorro e na Seção de Atividades Técnicas no Pelotão de Bombeiros Militar em Maravilha. Estava de folga no dia do acidente, mas compareceu ao quartel em virtude do acionamento do plano de chamada, deslocando-se imediatamente para auxiliar a guarnição de serviço, sendo vitimado ao honrar seu juramento. Foi promovido post mortem em 2008 à graduação de cabo BM. Bombeiro Comunitário Elio Moss Natural de São Miguel do Oeste/SC, aderiu ao Serviço Comunitário em 2002. No dia do fato, encontrava-se no quartel do CBMSC em São Miguel do Oeste para acompanhar a instrução de uma nova turma de Bombeiros Comunitários. Deslocou-se para auxiliar a guarnição quando tomou conhecimento da ocorrência, porém veio a perecer junto com os outros colegas de corporação. FERIDOSOs hospitais mais próximos ao local do acidente receberam os feridos do duplo acidente, estando entre eles bombeiros que atuavam na resposta ao primeiro sinistro. Em reconhecimento aos serviços prestados, os militares feridos na ocorrência foram agraciados com a Medalha Risco da Própria Vida. DANOS A trágica ocorrência resultou em danos em três viaturas pertencentes à frota do CBMSC, sendo um Auto Socorro de Urgência (ASU), um Auto Comando de Área (ACA) e um Auto Bomba Tanque (ABT). O LEGADO Em 9 de outubro de 2018, onze anos após a Tragédia de Descanso, foi inaugurado um monumento situado ao lado da sede do 12º Batalhão de Bombeiros Militar, em São Miguel do Oeste. A composição artística tem a figura de um anjo e a representação dos seis integrantes do Corpo de Bombeiros Militar e da Polícia Militar que perderam a vida, estando em “apresentar arma”. A eternização do legado dos tombados em serviço, viabilizada pela escultura talvez não seja suficiente para expressar a comoção social provocada pela tragédia. Aquela foi a última ocorrência daqueles que plenamente honraram o juramento, prestando o socorro “mesmo com o risco da própria vida”, deixando uma marca eterna a todos que um dia conheceram estes heróis da vida real. Fotos: Wagner Griss / Soldado Murilo Damian Medeiros / CBMSC