Representantes da OAB destacam dados alarmantes de Santa Catarina, defendem denúncia das agressões e reforçam ações de conscientização junto à comunidade e ao público masculino
A violência contra a mulher voltou ao centro do debate no Chapecó Notícias durante entrevista concedida à Rádio Chapecó FM por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Participaram da conversa as advogadas Maria Tereza Zandavalli Lima – vice-presidente da Caixa de Assistência dos Advogados de Santa Catarina e vice-presidente do Fórum Interinsitucional da Mulher Advogada da OAB/SC; e Daiana Capeleto – vice-presidente da OAB Subseção de Chapecó, oportunidade na qual foram apresentados dados recentes sobre feminicídio em Santa Catarina, além de iniciativas locais voltadas à prevenção, acolhimento das vítimas e conscientização da sociedade.
Segundo informações citadas na entrevista, o levantamento do Ministério Público de Santa Catarina analisou casos entre 2020 e 2024 e apontou que cerca de 600 mulheres foram mortas no estado nesse período. Desse total, aproximadamente dois terços morreram em crimes motivados por questões de gênero.
Outro dado preocupante mostra que 63,9% dessas vítimas foram assassinadas por parceiros ou ex-companheiros. Em 76% dos casos, os crimes aconteceram dentro da própria residência da mulher, evidenciando que o ambiente doméstico, muitas vezes, é o local de maior risco.
Durante a entrevista, as advogadas destacaram que a violência vai além das agressões físicas. Também foram mencionadas formas de abuso psicológico, financeiro e social, como ameaças, humilhações, isolamento e controle da vida da vítima.
AÇÃO NA ARENA CONDÁ
Uma das iniciativas recentes ocorreu na Arena Condá, durante partida oficial, quando integrantes da OAB levaram ao gramado uma faixa de conscientização contra a violência doméstica. A ação, denominada “Elas Jogam Junto”, contou com apoio do clube e autorização da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Além da faixa, também foi produzido um vídeo institucional com mensagem direta ao público. O conteúdo reforça que muitas pessoas conhecem vítimas de violência, mas poucos reconhecem ou denunciam os agressores, que geralmente estão no convívio social ou familiar.
DENÚNCIA E APOIO ÀS VÍTIMAS
Maria Tereza e Daiana também ressaltaram que muitas mulheres ainda enfrentam medo, dependência financeira e preocupação com os filhos para denunciar. Conforme informado, atualmente vítimas em Santa Catarina podem solicitar medidas protetivas até mesmo pela delegacia virtual, sem necessidade de comparecimento presencial imediato.
Em Chapecó, a OAB mantém comissões específicas voltadas ao tema e participa do projeto OAB Por Elas, em parceria com a Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI), oferecendo acolhimento humanizado às vítimas.
MUDANÇA CULTURAL
Outro ponto abordado foi a necessidade de mudança cultural envolvendo homens e mulheres. As participantes defenderam que o combate à violência passa também pela desconstrução de comportamentos machistas, incentivo ao respeito mútuo e ao diálogo emocional entre os homens.
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