Serviço é confidencial, voltado a maiores de 18 anos e pode chegar a 100 mil atendimentos por mês
O Ministério da Saúde anunciou o início do teleatendimento em saúde mental pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para pessoas com compulsão por jogos de apostas online, conhecidas como bets. O serviço é gratuito, confidencial e direcionado a maiores de 18 anos, incluindo familiares e rede de apoio. A iniciativa ocorre em parceria com o Hospital Sírio-Libanês, por meio do Proadi-SUS.
A expectativa inicial é realizar 600 atendimentos mensais, com possibilidade de ampliação conforme a demanda, podendo chegar a 100 mil por mês. As consultas ocorrem por vídeo, têm duração média de 45 minutos e integram ciclos estruturados de cuidado, com até 13 sessões por paciente. A equipe é formada por psicólogos e terapeutas ocupacionais, com suporte de psiquiatra quando necessário, além de articulação com a Rede de Atenção Psicossocial.
O acesso ao serviço ocorre pelo aplicativo Meu SUS Digital. Após login com conta gov.br, o usuário encontra um autoteste baseado em evidências científicas para identificar sinais de risco. Em casos moderados ou elevados, o encaminhamento para o teleatendimento é automático. Situações de menor risco recebem orientação para buscar atendimento presencial na rede pública, como Centros de Atenção Psicossocial e Unidades Básicas de Saúde. O canal 136 da Ouvidoria do SUS também está disponível para orientações.
A medida integra a Linha de Cuidado para Pessoas com Problemas Relacionados a Jogos de Apostas, que inclui diretrizes clínicas específicas. O ministério também oferece capacitação a profissionais de saúde em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz, com 20 mil vagas disponibilizadas. Outra ação complementar é a Plataforma de Autoexclusão Centralizada, que permite ao usuário bloquear o próprio CPF em sites de apostas por tempo determinado ou indeterminado.
Segundo dados apresentados pela pasta, as apostas online geram perdas econômicas e sociais estimadas em R$ 38,8 bilhões por ano no país. A estratégia aposta no atendimento remoto como forma de ampliar o acesso ao cuidado, reduzir barreiras como vergonha ou medo de julgamento e fortalecer a resposta do SUS ao avanço dos dos problemas relacionados ao jogo.
Foto: Rafael Nascimento/MS
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