Projeto inovador desenvolvido em Videira, com apoio da Fapesc, já chegou a Chapecó e começa a expandir para outros estados
Uma startup criada em Videira, no Oeste de Santa Catarina, desenvolveu um projeto inovador no Brasil para incentivar a leitura em diferentes espaços públicos e privados. A Flash Reader funciona como uma biblioteca móvel e utiliza totens inteligentes que permitem ao público imprimir gratuitamente capítulos de livros, poemas, crônicas e outros conteúdos culturais em formato semelhante a um cupom fiscal.
A iniciativa recebeu apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) por meio do Programa Nascer, que fomenta projetos de empreendedorismo inovador. A ideia surgiu durante a pandemia e ganhou estrutura a partir de 2023, quando o projeto participou do programa realizado em parceria com o Sebrae/SC. No mesmo ano, a startup venceu o pitch final da turma de Videira e recebeu um incentivo de R$ 20 mil, recurso utilizado no desenvolvimento do software que opera os totens.
O primeiro equipamento foi instalado em 2024 no Centro de Inovação de Videira. Atualmente, a tecnologia está presente em instituições de ensino, espaços maker, hotéis, museus e bibliotecas de cidades como Videira, Caçador, Fraiburgo e Rio das Antas. Em fevereiro de 2026, o projeto chegou também a Chapecó, com a instalação de um totem na Biblioteca Pública Municipal Neiva Maria Andreatta Costella.
Os conteúdos disponibilizados atendem leitores a partir dos três anos de idade e incluem textos literários, materiais técnico-científicos, informações turísticas e obras de autores regionais. O sistema também permite personalização conforme o local onde o equipamento está instalado, além de atualizações frequentes na programação de conteúdos.
A startup iniciou em 2025 sua expansão para São Paulo. Em 2024, participou da Bienal Internacional do Livro com três totens instalados em espaços temáticos, registrando cerca de 22 mil impressões. A experiência resultou em parceria com o MSP Estúdios, responsável pela Turma da Mônica, onde um dos equipamentos passou a oferecer impressão de tirinhas do personagem.
O equipamento também passou por melhorias ao longo do desenvolvimento, incluindo recursos de acessibilidade. O modelo mais recente segue normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e pode ser utilizado por pessoas em cadeira de rodas e crianças pequenas. Além disso, alguns conteúdos contam com recursos em Libras e áudio acessado por QR Code, ampliando o acesso para pessoas com deficiência visual ou auditiva.
Segundo os criadores do projeto, o objetivo é aproximar o público da leitura com textos curtos e acessíveis, estratégia inspirada em pesquisas que indicam queda no hábito de leitura no país. Para compensar o uso de papel, a startup também realiza ações ambientais, com a doação de mudas de árvores frutíferas para escolas públicas do Oeste catarinense.
Fotos: Milena Nandi/Fapesc
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