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SICOM SOLICITA MEDIDAS QUE SOLUCIONEM PROBLEMAS DO AEROPORTO DE CHAPECÓ

Entidade aponta falta de estrutura no terminal, estacionamento insuficiente e ausência de sistema de aproximação por instrumentos como principais problemas

A situação do aeroporto municipal de Chapecó requer medidas para qualificar o atendimento aos passageiros e a instalação de aparelhos que facilitem a operação de aeronaves em condições adversas. Essa manifestação é do Sindicato do Comércio da Região de Chapecó (Sicom) diante das deficiências verificadas no aeroporto para atender as demandas de passageiros e quanto à operação de aeronaves das companhias aéreas e da aviação executiva.

Entre os problemas identificados, um deles começa antes mesmo do embarque e compreende o número reduzido de vagas para estacionamento de veículos. Outra dificuldade vem na sequência e envolve deficiências no acesso entre o estacionamento e o terminal. Mesmo que estejam sendo criados novos estacionamentos, a dificuldade para o acesso à sala de embarque e desembarque não muda, apontam usuários, porque isso tumultua ainda mais o fluxo de chegada e saída, sem condições de controle pela Guarda Municipal.

Outra deficiência está no espaço limitado dentro do terminal, com falta de conforto no local onde os passageiros aguardam antes do embarque. A situação fica mais caótica quando há atraso ou mudança de voo. Além disso, a sala de embarque e desembarque é pequena e a esteira de bagagens de pouca capacidade.

Há, ainda, o problema do cancelamento de voos em momentos de neblina ou chuva. Nessa situação, os voos são frequentemente cancelados devido à limitação técnica por ausência de sistema moderno de aproximação por instrumentos, o que gera prejuízos diretos e imediatos aos passageiros e para as empresas aéreas.

CONCESSÃO E FALTA DE PERSPECTIVA

Administrado anteriormente pelo município de Chapecó, em 11 de dezembro de 2020 o Aeroporto Serafim Enoss Bertaso foi concedido à iniciativa privada. Com o pagamento de R$ 13,7 milhões pelo contrato, a concessionária Voe Xap, do Grupo Socicam, assumiu o aeroporto pelo prazo de 30 anos e a responsabilidade para outros investimentos. Na época foi anunciado pelo poder público que haveria a aplicação de recursos para duplicação das salas de embarque e desembarque, implantação de terminal de cargas e modernização dos equipamentos de auxílio a pousos e decolagens.

Quatro anos e 10 meses depois, mesmo com investimentos da concessionária que superam os R$ 40 milhões, o aeroporto de Chapecó permanece com deficiências estruturais, alega o Sindicato do Comércio, ao mesmo tempo em que a demanda cresce e tem perspectiva de continuar assim, inclusive em função da inauguração do autódromo até o final do próximo semestre. Para o presidente do Sicom, Ernani Zottis, as dificuldades existentes para a utilização do aeroporto precisam ser encaradas do ponto de vista estratégico. Já o vice-presidente, Ivonei Barbiero, especifica que a preocupação maior agora é quanto à falta de perspectiva de solução mesmo no curto prazo.

Dirigente do Sicom, o empresário André João Telocken enfatiza a necessidade de melhorar a infraestrutura do acesso, em função do estacionamento precário e dos congestionamentos na chegada e saída dos passageiros. “Fica tudo trancado”, lamenta ele. Acrescenta que precisa ser instalado logo o ILS, aparelho que facilita pousos em condições de baixa visibilidade. Outra indicação de André se refere à implantação do terminal de cargas, com estação alfandegada para o desembaraço das mercadorias.

Membro da diretoria do Sicom, o empresário Marcos Antonio Barbieri lembra que concessões malfeitas geram consequências como a falta de cumprimento de obrigações, fiscalização ineficaz, desequilíbrio econômico-financeiro que pode gerar revisões e foco no lucro em detrimento do serviço. Exemplifica com as concessões de saneamento, rodovias, transporte público e energia e afirma que “quando são malfeitas frequentemente resultam em infraestrutura deficiente, serviços de baixa qualidade e tarifa elevada para o usuário”. Especifica que tais problemas podem ser solucionados mediante planejamento robusto, contratos claros e bem definidos, transparência e fiscalização intensa.

CHAPECÓ GRANDE, AEROPORTO PEQUENO DEMAIS

Usuários regulares do aeroporto, outros dois dirigentes do Sicom argumentam quanto aos problemas verificados. Claudio De Marco defende solução urgente e a indicação de quanto será investido para sanar as deficiências, que atribui a “investimento errado sem calcular o aumento no número de voos e de passageiros”.

César Bortolini argumenta que um polo como Chapecó, que contribui para movimentar a economia de todo o Oeste Catarinense, não pode ter no aeroporto “um gargalo que afeta negócios, turismo e a imagem da cidade”. Sugere que o encaminhamento mais adequado é encarar o aeroporto como um projeto estratégico regional, com melhorias no acesso viário, ampliação do terminal e modernização dos equipamentos de navegação aérea, “com visão de futuro, porque Chapecó já é grande e o aeroporto pequeno demais”.

Fotos: Arquivo / Rádio Chapecó

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