Peça foi marcada por vetos e ajustes que intensificam uma política de contenção de gastos que tem gerado críticas de especialistas, gestores públicos e entidades do setor educacional
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a LOA de 2026, que fixa o orçamento geral da União em R$ 6,54 trilhões e estabelece uma meta de superávit de R$ 34,2 bilhões, além de elevar o salário mínimo de R$ 1.518 para R$ 1.621. No entanto, o gesto formal de sanção veio acompanhado do veto de quase R$ 400 milhões em emendas parlamentares aprovadas pelo Congresso Nacional, sob a justificativa de que os dispositivos vetados teriam sido inseridos em desacordo com a Lei Complementar 210/24, que trata do regime das emendas parlamentares.
Fontes do próprio governo indicam que, além do veto, há ações previstas de bloqueio e remanejamento de aproximadamente R$ 11 bilhões de emendas parlamentares, reforçando a estratégia de manter o Orçamento dentro de limites fiscais rígidos.
Os vetos presidenciais atingem emendas que somam cerca de R$ 393 milhões a R$ 400 milhões, dependendo da contagem oficial, retirando recursos que haviam sido adicionados pelos parlamentares ao projeto aprovado pelo Congresso.
Embora o governo destaque que setores como Saúde e Educação receberão importantes verbas — R$ 271,3 bilhões e R$ 233,7 bilhões respectivamente —, críticos argumentam que a sanção com vetos e a política de ajustes revelam uma priorização de regras fiscais sobre necessidades sociais e investimentos estruturantes.
Analistas políticos apontam que a disputa entre Executivo e Legislativo em torno das emendas revela não apenas um embate técnico, mas também uma disputa por controle de prioridades orçamentárias, com impactos diretos em programas locais e obras que dependem desses recursos.
Antes da sanção final da LOA, fatos orçamentários já vinham suscitando críticas: durante a tramitação do projeto, o Congresso Nacional aprovou cortes que reduziram em cerca de R$ 488 milhões o orçamento discricionário das 69 universidades federais, o que representa uma queda de cerca de 7,05% nos recursos que sustentam despesas básicas de funcionamento, como manutenção, bolsas, assistência estudantil e insumos de pesquisa.
A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) divulgou nota manifestando “profunda preocupação” com esses cortes, alertando que a redução compromete o funcionamento regular das universidades e limita seu papel estratégico no desenvolvimento científico, social e econômico do país. A entidade também destacou impactos diretos na assistência estudantil, com cerca de R$ 100 milhões a menos para políticas que sustentam a permanência de estudantes em situação de vulnerabilidade.
Gestores e reitores alertam que esse conjunto de perdas orçamentárias pode agravar um cenário já considerado crítico para o ensino superior público, com efeitos tanto administrativos quanto acadêmicos.
A sanção da LOA 2026, com vetos e ajustes, mostra um orçamento de contradições: embora o governo anuncie cifras robustas para áreas sociais, a execução efetiva fica fragilizada por restrições fiscais e cortes que desfavorecem setores essenciais.
Especialistas em finanças públicas destacam que a busca por responsabilidade fiscal não deveria significar retrocessos em políticas públicas fundamentais — especialmente em educação e ciência, que têm impactos diretos no desenvolvimento de longo prazo do país.
O embate entre Executivo e Legislativo, somado aos cortes em áreas sensíveis, levanta debates sobre prioridades e modelos de gestão do gasto público no Brasil neste ano eleitoral, questionando se a política orçamentária federal está alinhada às necessidades urgentes da população ou apenas à disciplina fiscal.
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Imagem: Ilustração por IA/Redação Rádio Chapecó
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