Empresários afirmam que mudança pode impactar empregos, produtividade e custos das empresas brasileiras
Representantes da indústria brasileira se reuniram nesta terça-feira (26) com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para pedir cautela e uma análise “equilibrada” sobre a proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 no Brasil.
O encontro contou com a presença do presidente da Confederação Nacional da Indústria, Ricardo Alban, além de lideranças da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e representantes de diversos setores produtivos do país. O grupo demonstrou preocupação com os possíveis impactos econômicos da proposta, principalmente em relação ao aumento de custos operacionais, produtividade e manutenção de empregos.
A chamada PEC do fim da escala 6×1 está em discussão no Congresso Nacional e prevê mudanças na jornada tradicional de trabalho de seis dias trabalhados para um de descanso. O tema ganhou força nos últimos meses e divide opiniões entre trabalhadores, sindicatos e empresários.
Segundo a CNI, o setor industrial não é contrário à melhoria das condições de trabalho, mas defende que qualquer mudança ocorra com “responsabilidade” e amplo debate técnico. Os empresários também pediram que a proposta não avance em meio ao clima eleitoral e que haja mais prazo para adaptação das empresas.
A proposta já mobiliza audiências públicas, seminários e estudos técnicos na Câmara dos Deputados, envolvendo representantes da indústria, comércio, sindicatos, universidades e órgãos do governo federal.
Enquanto trabalhadores defendem mais qualidade de vida e equilíbrio entre vida pessoal e profissional, o setor produtivo alerta para possíveis reflexos na competitividade da economia brasileira, especialmente em segmentos que dependem de operação contínua e grande volume de mão de obra.
Abaixo manifestação da CNI
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