Grupo cibernético Handala alega ter controlado sistemas de reconhecimento facial do governo dos EUA por meses e acende alerta máximo de segurança digital no segundo dia de jogos do Mundial
Em comunicado emitido nesta sexta-feira, 12 de junho de 2026, um grupo de hackers com ligações diretas com o Irã afirmou ter invadido drones de vigilância do FBI. O coletivo cibernético emitiu ameaças contra a segurança do Mundial, que teve início nesta última quinta-feira (11) nos Estados Unidos, Canadá e México. A informação, interceptada por plataformas especializadas em inteligência digital, gerou alerta internacional imediato.
De acordo com o SITE Intelligence Group, organização que monitora atividades extremistas na internet profunda, os invasores fazem parte do grupo Handala. Eles alegam ter controlado, ao longo de vários meses, transmissões e dados confidenciais gerados por equipamentos aéreos não tripulados do governo norte-americano.
Drones como vetores de ataque nos estádios e indícios de blefe
Os criminosos virtuais afirmam ter capturado registros confidenciais que envolvem tecnologias avançadas, como leitores de placas e sistemas de reconhecimento facial utilizados em ações antiterrorismo do FBI. Na nota divulgada hoje, o grupo Handala insinuou que dispositivos aéreos poderiam ser convertidos em vetores de ataque contra as delegações durante o andamento do torneio de futebol.
Contudo, analistas do SITE Intelligence Group apontam fortes indícios de blefe nas supostas provas do ataque. Um dos vídeos publicados pelo grupo como evidência da invasão foi identificado como um material promocional antigo, gravado em dezembro de 2024. O vídeo original pertencia a uma empresa de software que demonstrava o uso de drones por uma força policial dos EUA para avaliar estragos de tornados.
Ataques cibernéticos anteriores na história recente já haviam sido conectados ao grupo, incluindo a invasão confirmada ao e-mail pessoal do diretor do FBI, Kash Patel, ocorrida em março deste ano.
Recompensa de US$ 10 milhões por informações
O governo dos Estados Unidos e o FBI tratam o coletivo Handala como uma ameaça cibernética severa. Como resposta ao histórico de ações do grupo, o Departamento de Estado dos EUA mantém uma recompensa ativa de até US$ 10 milhões por informações que permitam a identificação ou localização dos membros da célula hacker.
Apesar do tom alarmista do comunicado divulgado pelo grupo nesta sexta-feira, agências de segurança norte-americanas ressaltam que não há evidências técnicas concretas de que as operações ativas nos estádios da Copa do Mundo tenham sido afetadas ou vazadas.
Sistemas integrados de ciberdefesa — que utilizam tecnologia avançada para detectar, rastrear e neutralizar invasões eletrônicas — continuam operando em regime de plantão máximo para garantir a blindagem digital de todo o torneio.
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