Levantamento aponta alta expressiva nos custos e piora nas condições financeiras das empresas brasileiras
A escalada do conflito no Oriente Médio já começa a impactar diretamente a indústria brasileira. De acordo com levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o preço médio das matérias-primas registrou forte alta no primeiro trimestre de 2026, influenciado principalmente pelo aumento do petróleo e de outros insumos estratégicos. Os dados fazem parte da Sondagem Industrial e mostram que o índice de evolução dos preços saltou de 55,3 pontos no último trimestre de 2025 para 66,1 pontos no início deste ano — uma alta de 10,8 pontos. Este é o maior nível desde o segundo trimestre de 2022, período ainda marcado pelos efeitos da pandemia sobre o comércio global.
De acordo com a CNI, o encarecimento das matérias-primas está diretamente ligado ao cenário internacional. A guerra no Oriente Médio tem provocado aumento nos custos de energia e dificuldades logísticas, o que acaba refletindo em toda a cadeia produtiva. “A maior preocupação dos empresários com a falta ou alto custo das matérias-primas reflete o que vem acontecendo no conflito no Oriente Médio, que vem aumentando os custos com petróleo e outros insumos importantes. Isso e os juros altos estão afetando o fôlego financeiro das empresas”, avalia Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.
Ultrapassado pela preocupação com matérias-primas, os juros altos caíram da segunda para a terceira posição entre os principais entraves. O percentual de assinalação variou pouco: antes, o problema era assinalado por 28% dos empresários e agora é lembrado por 27,2%.
Além da pressão nos custos, o levantamento aponta piora nas condições financeiras das empresas. O índice de satisfação caiu de 50,1 pontos para 47,2 pontos, enquanto o indicador de lucro operacional recuou para 41,9 pontos — o menor patamar desde 2020. Outro fator que preocupa o setor é o acesso ao crédito, que também apresentou queda e atingiu o pior nível em três anos. O cenário de juros elevados, somado ao aumento dos custos de produção, tem reduzido o fôlego financeiro das indústrias.
A pesquisa revela ainda que a falta ou o alto custo das matérias-primas subiu rapidamente no ranking dos principais problemas enfrentados pelos empresários. A carga tributária segue como o principal entrave, mas perdeu participação. Apesar das dificuldades, há sinais mistos na atividade industrial. A produção e a utilização da capacidade instalada cresceram em março, o que melhorou parcialmente as expectativas dos empresários para os próximos meses. Ainda assim, o ambiente de incerteza externa e os juros altos continuam limitando novos investimentos.
Especialistas avaliam que, enquanto persistirem as tensões no Oriente Médio, os custos de insumos devem permanecer elevados, mantendo pressão sobre a indústria brasileira e podendo impactar preços ao consumidor final. No Oeste catarinense, o cenário também acende um alerta. Setores como a agroindústria, base da economia regional, podem sentir os efeitos do aumento dos custos de energia e insumos, refletindo na produção e nos preços.
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Foto: Foto: Iano Andrade/CNI/Site/Fiesc/Divulgação
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