Investimento de R$ 8 milhões ajudará municípios na redução da mortalidade da dengue em Santa Catarina
O governador Jorginho Mello e o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi Silva, apresentaram as ações de combate à dengue e os dados da doença em Santa Catarina, nesta sexta-feira, 13. Na entrevista coletiva, realizada na sede da Defesa Civil, o Estado também anunciou uma ação para auxiliar os municípios no enfrentamento da doença, com a disponibilização de um aparelho para realizar o hematócrito que auxilia no manejo clínico.
Inicialmente, serão adquiridos 800 equipamentos, com a distribuição definida em conjunto com a Secretaria de Estado da Saúde e o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde. A novidade ajuda a classificação da gravidade do paciente indicando se o tratamento pode ser realizado em casa ou se é necessária a internação. O valor investido é de R$ 7,9 milhões, sendo R$ 4,6 milhões referentes aos aparelhos e R$ 3,3 milhões para a realização dos exames.
“Nós compramos os equipamentos para que a pessoa quando tiver aqueles sintomas, aquele febrão, aquela dor no corpo, ao invés dele ir para o hospital, ele vai para o posto de saúde do seu município – nós vamos disponibilizar esse equipamento para cada posto de saúde – ele vai lá e vai ter uma pessoa que vai atender ele e vai fazer o teste. Se ele tiver com possibilidades graves, aí vai ser encaminhado para o hospital. Se ele não tiver, e esse aparelho vai dizer, ele vai para casa, vai seguir as recomendações médicas, vai tomar água, ele vai descansar, ele não vai fazer esforço”, explicou o governador Jorginho Mello.
O aumento das arboviroses representa uma ameaça à saúde pública, exigindo uma resposta rápida e coordenada de todos no estado, o que vem sendo realizado ao longo do ano de 2024 pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) e intensificado nas últimas semanas, com reuniões com os municípios, aquisição de equipamentos, disponibilização de uma ata de medicamentos para adesão aos municípios e atualização do Plano de Contingência.
“A dengue ceifou a vida de muitas pessoas e toda vida é importante. Mas tem que ficar claro que não são apenas idosos, mas jovens com 15 anos e 20 anos. A dengue mata pessoas saudáveis e jovens também. Muitas vezes as pessoas têm a impressão de que vai dar uma febre e passar. E tem que ficar muito claro que não é assim, a dengue é grave”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi.
No ano de 2024, Santa Catarina registrou uma importante transmissão da dengue o que levou o Governo a decretar situação de emergência. Foram registrados até o momento 346.625 casos prováveis da doença no estado. Além disso, foram registrados 340 óbitos decorrentes da infecção com o vírus da dengue. Em relação à situação entomológica, já foram registrados 65.843 focos do mosquito em 283 municípios.
“No ano de 2024, foram registrados números históricos da doença em todo o país, e aqui no Estado não foi diferente. Diante desse cenário, diversas ações foram realizadas pela equipe, e foram intensificadas nas últimas semanas, especialmente sobre manejo clínico, controle do vetor e notificação dos casos. Mas é sempre importante lembrar que esse cenário demanda o envolvimento de todos, poder público e sociedade, e a eliminação de locais com água parada continua sendo a melhor estratégia de prevenção”, destaca João Augusto Brancher Fuck, diretor de vigilância epidemiológica da SES.
Outras medidas:
Ações para eliminar os criadouros do mosquito:
“A dengue é grave, já levou 340 pessoas esse ano, independentemente de idade, e nós queremos evitar, não perder mais ninguém. A gente não pode perder ninguém com a boa vontade e os recursos que se tem hoje. Então esse trabalho de limpeza da rua, do lote, da casa, qualquer cantinho, tem que ser feito por todos, para o bem de todos”, finalizou o governador Jorginho Mello.
Fotos: Roberto Zacarias/Secom
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