ESTAÇÃO VERÃO: CORPO DE BOMBEIROS MILITAR REGISTRA 2.846 OCORRÊNCIAS COM ÁGUA-VIVA EM SETE DIAS E INSTRUI O QUE FAZER EM CASO DE LESÕES

Saiba o que fazem em caso de acidente com água-viva na praia ou no mar

De 21 a 27 de janeiro, o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) registrou um volume menor de ocorrências nas praias do estado, comparado ao boletim da última semana. Ao todo, foram contabilizados 136 salvamentos por afogamento, 322 crianças perdidas foram encontradas, 512 crianças formadas no Programa Golfinho, 989 mil ações de prevenção foram realizadas por guarda-vidas e 2.849 ocorrências relacionadas a águas-vivas foram registradas. Os dados da última semana podem ser acessados clicando aqui. 

Ainda no período de de 21 a 27 de janeiro, o batalhão com maior índice de registros de ocorrências com águas-vivas foi o 4º BBM, com 1.603 casos, abrangendo as praias de Passo de Torres, Balneário Gaivota, Balneário Arroio do Silva e Balneário Rincão.

Em seguida, o 10º BBM, que atende as praias de Palhoça e Governador Celso Ramos, registrou 517 ocorrências. O 1º BBM, responsável pelas praias de Florianópolis, contabilizou 380 casos.

Comparando com os anos anteriores, no mesmo período em 2024, o 8º BBM (que atua nas praias de Laguna, Imbituba e Garopaba) liderou com 917 ocorrências, seguido pelo 4º BBM com 874 e o 1º BBM com 705. Em 2023, os registros foram: 4º BBM com 1.008, 8º BBM com 823 e 1º BBM com 785.

Para entender melhor sobre estes animais marinhos, o professor Charrid Resgalla Jr., da Escola Politécnica da Univali, esclarece alguns pontos. Segundo o especialista, a atual incidência de águas-vivas em Santa Catarina pode ser considerada abaixo do normal, com base em estudos realizados ao longo de 10 anos.

Espécies mais comuns em Santa Catarina

Foto: Divulgação / CBMSC

Água-Viva Reloginho (Olindias sambaquiensis)

Essa espécie é a mais frequente no estado. É quase invisível aos banhistas, o que aumenta o risco de contato. Os casos ocorrem ao longo de todo o ano, com picos no final do inverno e na primavera/verão. A maior incidência costuma ocorrer em fevereiro e nos finais de semana, pois conforme o número de banhistas nas praias aumenta, mais ocorrências são registradas. Após o Carnaval, o índice de ocorrências diminui consideravelmente. 

Chamada popularmente de “Reloginho”, costuma permanecer na zona de rebentação e é trazida pelo vento sul. “Quando esse vento persiste por um ou dois dias, há maior probabilidade de ocorrências com águas-vivas”, explica o professor Charid. Essa espécie possui dois ciclos de vida por ano, com duração de 4 a 6 meses.

Caravela Portuguesa (Physalia physalis)

A Caravela Portuguesa é facilmente identificável por seu flutuador azul intenso e uma vela que a auxilia no deslocamento. Embora menos comum, seu veneno é mais potente, podendo causar náuseas, vômitos e reações graves que podem exigir atendimento médico.

Ela é trazida pelo vento leste, vinda do litoral do nordeste do país. Em Santa Catarina, sua maior incidência ocorre em dezembro e janeiro, não sendo registrada ao longo de todo o ano.

Diferenças entre Reloginho e Caravela Portuguesa

A queimadura causada pelo Reloginho provoca ardência moderada, enquanto a da Caravela é mais intensa e pode deixar marcas em linha na pele, ao contrário dos inchaços redondos provocados pelo Reloginho.

Para os dois tipos de água-viva, a corrente marítima é o principal fator que influencia sua presença, independente de condições climáticas como calor ou chuva.

Por que o Sul do Estado registra mais ocorrências?

“O Litoral sul de Santa Catarina é menos recortado e mais exposto aos ventos, facilitando o transporte de águas-vivas para a praia. A inclinação da costa e a forma retilínea da região contribuem para os altos índices de ocorrências, diferentemente do Litoral norte, que possui uma geografia mais protegida”, esclarece o professor.

O que fazer em caso de queimadura por água-viva?

  1. Ao sentir ardência ou visualizar a água-viva, saia imediatamente da água.
  2. Procure o posto de guarda-vidas mais próximo.
  3. Não use água doce, urina ou outros líquidos na queimadura. A urina é contraindicada porque sua acidez pode aumentar a sensação de queimadura e causar infecções devido à presença de bactérias.
  4. Lave apenas com água salgada.
  5. Solicite vinagre no posto de guarda-vidas. Ele é cientificamente comprovado para aliviar os sintomas.

Dependendo da gravidade, o guarda-vidas poderá acionar uma ambulância para atendimento médico.

Como são registrados os dados de águas-vivas pelo CBMSC?

As ocorrências são registradas pelos guarda-vidas a cada vez que é prestado atendimento a uma vítima de queimadura por água-viva. Sendo assim, a corporação atua no socorro e na prevenção a novos casos, ao indicar o local em que alguém avistou uma água-viva colocando a bandeira lilás na praia. Estes locais sinalizados devem ser evitados. 

Registro do 4º Batalhão de Bombeiros Militar (4ºBBM) do CBMSC, que atende ao maior número de ocorrências de queimadura por água-viva

Como prevenir?

  • Antes de ir à praia, consulte o aplicativo CBMSC Cidadão, disponível para iOS e Android. Ele informa as praias com bandeira lilás, que indica a presença de águas-vivas.
  • Observe a sinalização e evite áreas com águas-vivas mortas na areia.
  • Fique próximo a postos de guarda-vidas para maior segurança.

:: A seguir os dados referentes ao período de 21 a 27 de janeiro de 2025 (O número pode sofrer atualizações).

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Com informações: CBMSC | Imprensa

Foto de capa: Ricardo Wolffenbüttel / Arquivo / SECOM

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