CHAPECÓ INAUGURA ESTRUTURA DO MUSEU DOS BALSEIROS ÀS MARGENS DO RIO URUGUAI

Espaço cultural vai preservar a memória da navegação e do ciclo da madeira no Oeste catarinense

A Prefeitura de Chapecó entregou neste sábado (14) a estrutura física do Museu dos Balseiros, localizado na Avenida Beira Rio, às margens do Rio Uruguai. A cerimônia ocorreu pela manhã e marcou a conclusão da obra que abrigará o espaço cultural voltado à preservação da história dos balseiros e do desenvolvimento regional.

A construção foi executada pela empresa SCW Construções e Serviços Ltda., com investimento aproximado de R$ 1 milhão nesta etapa. Considerando a fase inicial do projeto, o valor total aplicado chega a cerca de R$ 2 milhões. O prédio possui 505 metros quadrados de área útil e estrutura destinada a atividades de preservação, pesquisa e educação relacionadas à história regional.

O museu conta com salão de exposições, espaço pedagógico e sala de pesquisa aberta à comunidade, além de área de reserva técnica e laboratório de restauração para conservação do acervo histórico. O ato de entrega foi conduzido pelo vice-prefeito Valmor Junior Scolari e acompanhado por autoridades municipais, entre elas o presidente da Câmara de Vereadores, Adão Teodoro.

Instituído pela Lei Municipal nº 6.280, de 31 de maio de 2012, o Museu dos Balseiros tem como objetivo preservar e difundir a memória dos trabalhadores que transportavam madeira pelo rio, atividade fundamental para o desenvolvimento econômico do Oeste de Santa Catarina e do Noroeste do Rio Grande do Sul. Entre as décadas de 1920 e 1960, o transporte de toras em balsas marcou o chamado ciclo da madeira, período que impulsionou a economia regional e contribuiu para a formação de comunidades ao longo do trajeto fluvial.

Estudos históricos indicam que as primeiras descidas pelo rio ocorreram ainda em 1868. Além das balsas formadas por troncos de madeira, também eram utilizadas embarcações chamadas “piraguas”, empregadas no transporte de mercadorias como erva-mate, rapadura e açúcar mascavo. O terreno onde o museu foi construído era tradicionalmente utilizado para a montagem e partida dessas balsas, que seguiam rumo a cidades como São Borja e Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, antes de alcançar mercados na Argentina e no Uruguai.

Fotos: Leandro Schmidt

jornalismo4

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